Apito Final
por Everaldo Lopes
Esta coluna é atualizada diariamente
Nem teoria, nem prática: o improvável
Não foi João Saldanha, nem Felipe Scolari, muito menos o velho Lobo Zagallo campeão do mundo várias vezes, quem soltou a frase lapidar, de que “futebol é uma caixinha de surpresas...” Deve ter sido mesmo o filósofo do futebol carioca, Neném Prancha. Já este ano, quando o ABC quase não forma um elenco para disputar o Estadual, à falta de crédito e de dinheiro em caixa, toda a imprensa criticou o risco vivido pelo clube. Já o América, agindo como manda o figurino, ou seja, mantendo a base do time que disputou a Série “B”, estreou no campeonato com toda as honras de favorito, disparado. Hoje, transcorridos um pouco mais de dois meses do Estadual, o América se arrepende do que fez e o seu rival começa a sorrir porque dias melhores começam a despontar. O seu torcedor nem lembra mais das críticas que fez, e já vai hoje para o “Frasqueirão” convicto de que o time chega já aos nove pontos.
Pouco público
Depois de ver o time alvinegro golear o Corinthians na casa do adversário poucos dias depois de sagrar-se campeão do 1º turno derrotando o América, a diretoria do ABC mostrou-se decepcionada com os menos de três mil pagantes, quarta-feira no alçapão da Rota do Sol. Depois do sucesso em Caicó, ele confessa que esperava muito mais público contra o Baraúnas. A previsão da diretoria era de, no mínimo, seis a sete mil pagantes.
Pouco (2)
O mais aborrecido com o que viu, quarta-feira, é o vice de marketing, José de Paiva Torres. Para contrariar mais ainda o ex-presidente Torres, ele constatou que o caronismo está muito presente no “Frasqueirão”. O dirigente acha que o torcedor de maior poder aquisitivo, neste momento de dinheiro curto no Alvinegro, deve adquirir dois ingressos e passar um para algum parente ou amigo que, normalmente, nunca vai a futebol.
2ª invencibilidade
Depois de sustentar por onze rodadas a sua invencibilidade no Estadual, o Alecrim FC perdeu a “virgindade” para o Centenário Pauferrense, quarta-feira. Mas, há uma segunda virgindade do Verdão, que é manter, incólume até hoje o seu treinador, Wassil Mendes. Outro ainda “invicto” de treinador é o Centenário Pauferrense, que está com Berg desde o início do Estadual.
FT de olho
Atualmente residindo na cidade de Santa Cruz, o treinador Ferdinando Teixeira tem sido um frequentador assíduo dos jogos do Santa Cruz, no Iberezão. Quarta-feira, FT foi localizado pela equipe da TV União, que transmitia a partida, mas não quis emitir opinião sobre o time abecedista. De “férias” atualmente como treinador, FT tem atuado como analista da TV União e, aos domingos, participa do programa de debates naquela emissora.
Olten Ayres na Especial
No caderno de esportes deste domingo a TRIBUNA publica matéria especial com o ex-árbitro de futebol, mossoroense Olten Ayres de Abreu. Recentemente, ele foi notícia ao ser entrevistado pela Rede Globo, relembrando o episódio que envolveu o bandeirinha uruguaio Esteban Marino. Marino era o assistente no jogo em que Garrincha foi expulso ao chutar um adversário.
Olten (2)
Indo o processo para julgamento no tribunal especial do Mundial, Esteban Marino foi citado como testemunha ocular da agressão de Garrincha. Só, que, misteriosamente, Marino deixou Santiago do Chile, e não compareceu ao tribunal. Segundo Olten, o Brasil teria pago uma nota preta para ele “desaparecer” e não dar as caras na reunião.
O tricolor da Paz
O torcedor do tricolor paulista já deve ter ouvido os acordes do bonito hino do São Paulo FC, cuja abertura exprime o orgulho dos seus adeptos: “Salve o Tricolor Paulista/Amado clube brasileiro/Tu és forte, tu és grande/Entre os grandes, o primeiro...”
O Tricolor (2)
Pois, poucos, pouquíssimos potiguares sabem que esse hino foi composto por um ex-presidente da FNF (Federação Norte-riograndense de Futebol), capitão do Exército, Porfírio da Paz. Ele servia em Natal durante a 2ª Guerra Mundial e, em 1941/1942 presidiu a FNF.
O Tricolor (3)
Porfírio tinha muita autoridade, gozava de grande prestígio entre os paulistas. Tido como durão, com mão de ferro organizou o futebol na capital, puniu o Paysandu EC, uma espécie de filial do ABC, daí nunca ter perdido uma partida para o Alvinegro, em seis anos de existência. O cap. Porfírio era vice-governador de São Paulo, quando compôs o hino do Tricolor.
Quem apita
Dessa vez o sorteio não foi muito favorável aos “medalhões” da arbitragem potiguar, em parte, também, porque não entraram para o sorteio. O clássico América x Alecrim tem Leandro Saraiva como árbitro, o clássico mossoroense Potiguar x Baraúnas tem no apito Lenilson de Lima, ABC x Centenário, logo mais, Ítalo Medeiros, Potyguar x ASSU, Eduardo Marinho, e Corinthians x Sta. Cruz, Antônio Rivelino.
Moura fica
O presidente americano José Maria disse, ontem, nos corredores aqui da TN, que Carlos Moura fica no comando do time até o final do Estadual.