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Felipão vê título entre Brasil e mais quatro seleções

São Paulo (Agência Estado) - O técnico Luiz Felipe Scolari afirmou ontem, durante videoconferência realizada com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que vê hoje a disputa do título da Copa do Mundo de 2014 restrita a cinco seleções. Além de ter reafirmado o favoritismo do Brasil, que ele defende principalmente pelo fato de atuar como país-sede da competição, o treinador apontou mais quatro equipes que estariam na frente das outras em busca do sonhado objetivo: Espanha, Itália, Alemanha e Argentina.
Segundo Felipão, por jogar em casa, o Brasil larga na frente dos principais concorrentes ao título
Quando foi apresentado como novo técnico da seleção brasileira, no final de novembro, Felipão chegou a dizer que o Brasil terá a obrigação de ganhar o Mundial, embora admitisse que hoje existem outras seleções jogando melhor. Agora, ele fez questão de reafirmar esse favoritismo de forma categórica. "A (seleção) mais favorita é a nossa. Temos que ganhar e não adianta. Algumas seleções estão jogando bem. Como é o caso da Espanha, Alemanha, Itália. Hoje, a Espanha vem chamando a atenção. A Alemanha, desde 2004, também. A Itália também, pela forma com que joga. Pela qualidade dos jogadores, acho que posso acrescentar a Argentina. Acredito que dessas cinco seleções saem os finalistas da Copa de 2014", apostou Felipão, no bate-papo ao vivo que serviu para falar sobre os preparativos para o Mundial

Ao ser questionado se o excesso de confiança poderá ser prejudicial ao seu time e se isso pode provocar o que já aconteceu na Copa de 50, quando a seleção amargou uma derrota de virada para o Uruguai, por 2 a 1, num Maracanã lotado na final da competição, o treinador ressaltou que o Brasil precisa pensar grande e estar convicto de que, em casa, é o favorito para se tornar campeão mundial. "O que é que nós propusemos quando fomos à Fifa e solicitamos que fôssemos nós o país a ter a Copa de 2014? Desde aquele momento nós propusemos um excesso de confiança, sim, às nossa condições. A primeira batalha foi vencida, de trazer o Mundial para o Brasil, e a segunda é nossa, minha, das pessoas que trabalham comigo, dos técnicos, dos jogadores, e do povo em geral de que nós temos condições muito boas tecnicamente de vencermos a competição", exaltou Felipão, para, em seguida, enfatizar que não poderia assumir a seleção brasileira com um discurso humilde e modesto, tendo em vista o fato de que ela jogará apoiada pelos seus torcedores dentro da sua casa.