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Um violão e um tamborim: começa a nossa batucada

O samba nasceu lá na Bahia... ou foi no Rio? Ou na África? Acertou quem respondeu que foi nos três. Durante muito tempo, como atestam os pesquisadores Marília Barbosa e Arthur Oliveira Filho, a palavra foi usada para designar dois gêneros musicais de origens bem distintas. Um deles era produzido por músicos de formação profissional, em geral da classe média baixa, que sabiam ler pauta. Neste grupo estavam Donga e Sinhô, com seus maxixes, "último estágio abrasileirado da polca européia", segundo os pesquisadores. O outro estilo era o dos chamados "músicos espontâneos" do morro, "último estágio abrasileirado do batuque angolense", que originou as escolas de samba.

De um fato, pelo menos, se tem certeza: foram mulheres, as famosas "tias" baianas radicadas no Rio de Janeiro, que deram impulso ao novo estilo. Muitos dos grandes sambas produzidos nas primeiras décadas deste século saíram das reuniões musicais que elas promoviam regularmente em casa. Tia Ciata tornou-se um símbolo dessa fase, desfilando à frente dos primeiros ranchos. Aliás, era uma tradição dos ranchos passar em frente às casas das tias Ciata e Bebiana, para lhes render homenagem.


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