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Os modernistas sacodem a poeira do cenário cultural

A década de 20 no Brasil foi a da explosão - muitas vezes violenta - de novas idéias. O movimento político dos jovens tenentes (texto adiante) obrigou o mineiro Artur Bernardes, que assumiu a presidência da República em 1922, a governar sob um permanente estado de sítio. O Partido Comunista Brasileiro foi fundado naquele mesmo ano. Reivindicava-se a democratização de um país dominado por "currais eleitorais" e ainda engatinhando na industrialização.

Da Europa, vinham também informações sobre uma nova arte. Oswald de Andrade importou da Itália o "Manifesto futurista" de Marinetti, o pintor russo Lasar Segall trouxe para cá o expressionismo, Anita Malfatti e Tarsila do Amaral conheceram o cubismo em viagens ao exterior. Na poesia, os parnasianos eram desancados sem piedade - Olavo Bilac, até então o "Príncipe dos Poetas", estava condenado a ser agora um dos "mestres do passado" que Mário de Andrade criticava duramente em seus artigos e que Manuel Bandeira ridicularizava no poema "Os Sapos". Foram esses nomes que, juntando-se a outros rebeldes, promoveram em São Paulo, em fevereiro de 1922 - ano do centenário da Independência - a Semana de Arte Moderna.


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