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Tenentes sacodem a República

Inaugurada pela elite dos militares em 1889, sem grandes traumas, a jovem República brasileira logo encontrou sua sustentação nas oligarquias de São Paulo e Minas Gerais - numa alternância de poder chamada de política do café-com-leite - e em "currais eleitorais" espalhados pelo país. Nas duas primeiras décadas do século, porém, um núcleo de oposição surgiu entre jovens oficiais do Exército. A insatisfação dos tenentes (como o grupo ficou conhecido, independentemente de patentes) com a condução da política e os baixos níveis de desenvolvimento do país explodiria em revoltas nos quartéis, como o levante do Forte de Copacabana, no Rio, em 1922, e, em 1924, a lendária Coluna Prestes.

Embora estivesse longe de buscar a participação popular, preferindo tramas de gabinete, o tenentismo misturava preocupações sociais - alguns deles eram abertamente socialistas - e desilusão com os políticos, considerados uniformemente corruptos. Reivindicava um governo central forte que unificasse o país e implantasse uma legislação progressista. Em 1930, o gaúcho Getúlio Vargas catalisou a insatisfação dos tenentes para, marchando desde o Sul até o Catete, destituir o presidente Washington Luís. Era o fim da República Velha.


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