F a s c í c u l o   1 1
E tudo acabou em samba

No palco ou na tela, nunca faltou samba

As capas de veludo e as coroas douradas do Império Serrano ficaram no armário em 1975 e 1978, quando a escola deixou de lado a pompa para falar respectivamente de revista ("Zaquia Jorge, vedete do subúrbio, estrela de Madureira") e chanchada ("Oscarito, carnaval e samba, uma chanchada no asfalto"), idéias do carnavalesco Fernando Pinto.

Um adepto do tropicalismo que viria a conceber o genial "Ziriguidum 2001, um carnaval nas estrelas" para a Mocidade, em 1985, esse pernambucano tentou aposentar o estilo formal do Império recorrendo a temas próximos do carnaval: na Atlântida e nos palcos da Praça Tiradentes, a batucada estivera sempre na trilha sonora.

Os resultados foram desiguais. Em 1975, o Império fez um desfile empolgante e ficou em terceiro lugar falando da vedete Zaquia Jorge, que fundou um teatro em Madureira. Sua morte, em 1957, por afogamento na Barra da Tijuca, comoveu o bairro e inspirou o sucesso "Madureira chorou", de Júlio Monteiro e Carvalhinho. A homenagem a Oscarito fez menos sucesso. Um desfile pobre contou sua história, do circo ao cinema. Mas a ausência de Grande Otelo, cara-metade artística, foi sentida. A escola ficou em sétimo lugar e, pela primeira vez, foi rebaixada.


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