F a s c í c u l o   1 2
Redemocratização, mas sem exagero

O fim da Segunda Guerra Mundial, com a vitória das forças democráticas, tornou o Estado Novo um anacronismo. Getúlio Vargas foi forçado a anistiar todos os presos políticos. O país se reorganizou politicamente em três partidos majoritários: PSD e PTB - ambos criados com as bênçãos do ditador - e UDN. Na iminência de um golpe militar, Vargas renunciou ao cargo.

A eleição do autoritário e caladão general Eurico Gaspar Dutra, do PSD, ex-ministro da Guerra do próprio Vargas, foi um anticlímax. Uma Constituição liberal substituiu a que vigorava desde 1937, inspirada no modelo fascista, mas, apesar de ter como principal característica o respeito à legalidade, o novo governo não se furtou a tomar medidas claramente antidemocráticas: a proscrição do Partido Comunista, em 1948 (dois anos antes, o PC era o quarto maior do país), a intervenção em sindicatos e a regulamentação altamente restritiva do direito de greve. Em 1950, Vargas voltaria - dessa vez pelo voto.


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