F a s c í c u l o   1 2
O início do fenômeno novela

As radionovelas alcançaram picos de audiência na Rádio Nacional só comparáveis aos que, mais tarde, atingiriam as telenovelas das TVs Tupi e Globo. Numa época em que a sonoplastia valia mais do que mil imagens, as novelas radiofônicas já traziam todos os elementos rocambolescos dos bons dramalhões. O primeiro da série foi "Em busca da felicidade", radionovela do cubano Leandro Blanco que estreou em 5 de junho de 1941 e ficou dois anos no ar. Yara Salles, que interpretava a protagonista, uma mãe solteira, recebeu dinheiro e enxovais na rádio.

Era o início do fenômeno chamado novela no Brasil. No rádio, tornaram-se ídolos atores como Paulo Gracindo e Mário Lago, destinados a brilhar na televisão. Em 1951, "O direito de nascer", do cubano Félix Caignet, atingiu a maior audiência da história do rádio - tão grande que a trama seria adaptada mais tarde na TV Rio, nos primórdios da televisão nacional. A transição entre os dois veículos também levaria à telinha bons autores, como Dias Gomes e Janete Clair, preparando o terreno para uma nova e propriamente brasileira dramaturgia de folhetim.


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