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a s c í c u l o 1 3 Nunca, como naquele final dos anos 50, os horizontes da cultura brasileira foram tão amplos. Pode-se em retrospecto criticar o otimismo desenfreado do Governo Juscelino Kubitschek como uma ilusão coletiva, mas é impossível negar que o Brasil chegou perto de dar um salto qualitativo - de consumidor a produtor - no cenário da cultura mundial. Frutos de coincidência ou materialismo histórico, as manifestações pipocavam. JK convencia a população de que cresceríamos 50 anos em cinco (texto adiante). Conquistávamos nossa primeira Copa do Mundo. O Cinema Novo ensaiava seu nacionalismo radical de tema e forma. A trilha sonora desse período nada tinha de grandiloqüente. Gestada em apartamentos de classe média da Zona Sul carioca por uma juventude solar e despreocupada, a revolução em tom menor da bossa nova teve dois pilares: a batida de violão do baiano João Gilberto e as harmonias sofisticadas de um pianista carioca chamado Tom Jobim. Aliando samba e jazz, essa geração criou a maior contribuição brasileira à gramática do pop internacional, influenciando desde os jazzistas que a tinham influenciado até, décadas mais tarde, inesperados roqueiros ingleses. |