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a s c í c u l o 1 3 Depois de "forças terríveis" terem provocado a renúncia de Jânio Quadros em 1961, outras forças, menos misteriosas, tentaram impedir diretamente dos quartéis a posse do vice-presidente João Goulart. Esta, afinal, foi garantida por uma Campanha da Legalidade comandada pelo governador gaúcho Leonel Brizola e uma emenda constitucional que instituiu o parlamentarismo, restringindo os poderes do presidente. Goulart tentou vencer as resistências com um gabinete respeitável - do qual faziam parte, entre outros, Tancredo Neves, Evandro Lins e Silva, Celso Furtado e Darcy Ribeiro - mas suas tentativas de promover reformas de base no país e reduzir injustiças sociais históricas esbarraram na elite conservadora, temerosa de perder seus privilégios. A agitação causada pelo avanço dos movimentos sociais, organizações camponesas, sindicatos e estudantes causava insônia nos militares e em boa parte da população. Enquanto os problemas do país se avolumavam - economia em queda, inflação em alta - Jango desagradava direita e esquerda. Esta externava sua insatisfação em numerosas greves. A outra arquitetava um meio de salvar o país da "anarquia" populista. Um plebiscito em 1963 restaurou o presidencialismo, aumentando o poder de Jango. O golpe veio em 31 de março de 1964. O marechal Castelo Branco foi o primeiro da lista de presidentes militares que governariam o país por duas décadas. |