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Telenovela, um fenômeno tipo exportação

As novelas da Rádio Nacional foram prenúncio de um fenômeno mais original e poderoso: a telenovela, que deu os primeiros passos na década de 60, se fortaleceu com a multiplicação de aparelhos de TV propiciada pelo "milagre" econômico do início dos 70 (texto adiante) e, amadurecida, chega ao fim do século mantendo sua posição hegemônica entre as diversões de massa no país. O folhetim eletrônico nacional se apropriou de elementos dramáticos dos romances seriados do século XIX e das radionovelas hispano-americanas que fizeram sucesso no país, mas foi além. Inaugurada em 1950, a televisão brasileira demorou treze anos para produzir a primeira novela diária e outro tanto para dar autonomia ao gênero, distinto dos dramalhões mexicanos - com situações dramáticas exageradas e poucos cenários e atores - e da soap opera americana, com sua estrutura de capítulos relativamente autônomos. Nos anos 70 e 80, a telenovela brasileira caminhou no sentido da sofisticação, usando bons autores e atores em produções cada vez mais "cinematográficas". Virou produto de exportação e transformou a TV Globo, que estreara no gênero timidamente, em 1965, na "Hollywood brasileira".


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