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Em dez anos, cinco planos econômicos

O regime militar deixou uma inflação acumulada, entre 1964 e 1985, de 977.251,9%. Para lidar com a herança da inflação, os quatro presidentes civis das décadas de 80 e 90 lançaram mão de cinco planos econômicos. A moeda passou de cruzeiro para cruzado, cruzado novo, cruzeiro, cruzeiro real e finalmente real.

Em fevereiro de 1986, pouco antes de completar um ano de mandato, o presidente José Sarney lançou o Plano Cruzado, que cortou três zeros da moeda, tabelou preços e instituiu um gatilho salarial, acionado quando a inflação alcançasse 20%. No entanto, logo faltava carne nos açougues e o ágio se instalava nos preços. Em janeiro de 1989, com a inflação novamente fora de controle, Sarney promoveu o Plano Verão, lançando o cruzado novo, com novo corte de três zeros na moeda.

Ao assumir o Governo, em março de 1990, o presidente Fernando Collor lançou um novo e radical plano econômico. O Plano Collor bloqueou por 18 meses contas-correntes e poupanças com saldo superior a NCz$ 50 mil (cerca de US$ 1.200) e reintroduziu o cruzeiro.

Em agosto de 1993, por fim, surgiu o Plano Real do presidente Itamar Franco e seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso. O cruzeiro real, resultado de mais um corte de três zeros na moeda, deu lugar em julho de 1994 ao real, que finalmente derrubou a inflação, equiparando a moeda brasileira ao dólar.


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