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a s c í c u l o 8 O estabelecimento da corte portuguesa no Brasil, em 1808, já tinha legado à colônia uma série de benefícios quando d. João VI, inspirado pela brisa iluminista soprada da Europa, decidiu que era chegada a hora das artes. O Rio de Janeiro, sede da Coroa, deveria ganhar uma escola, nos moldes das que já então pululavam na Europa. A idéia era de Antonio de Araújo de Azevedo, Conde da Barca, influente ministro de d. João, "um dos mais cultos portugueses de seu tempo", segundo o historiador Afonso de Taunay. Culto e francófilo. Por isso, opondo-se à corrente que preferia os padrões ingleses, o conde empenhou-se em trazer para cá uma missão artística francesa. Em 26 de março de 1816, desembarcou no Rio um importante grupo de artistas e artífices, todos órfãos do império bonapartista. Entre eles, Jean-Baptiste Debret, cujo papel na missão era o de "pintor de história". A História faria dele muito mais do que isso: um fabuloso cronista dos costumes e gentes do país. Debret passou 15 anos por aqui e acompanhou o processo que conduziu à Independência (texto adiante). Com seus colegas viajantes, ajudou o jovem país a dar importantes passos no sentido do autoconhecimento. |