F a s c í c u l o   9
Mito fez surgir vários impostores

Aproveitando o mito messiânico do sebastianismo, muitos espertalhões tentaram convencer o crédulo povo português de que eram d. Sebastião em carne e osso. O primeiro deles foi um ex-noviço, em 1584, que dizia ter participado da batalha de Alcácer-Quibir, na qual morrera o soberano. Muita gente acreditou que ele fosse o rei - menos as autoridades, que o condenaram a remar nas galés. O ex-noviço fugiu e não se soube mais de seu paradeiro.

Um ano depois, um certo Mateus, filho de pedreiro, foi mais longe. Distribuiu títulos de nobreza e montou um pequeno exército, que atacava os simpatizantes do reino espanhol de Castela. Uma forte tropa foi enviada de Lisboa para combatê-lo e o "rei" acabou enforcado.

Outros farsantes ficaram famosos. Em 1594, o frei Miguel dos Santos tentou emplacar o embuste de que o pasteleiro Gabriel Espinosa era Sebastião. Os dois foram enforcados. Marco Catizone era mais intrigante. Surgiu em 1598, em Veneza, e espantou alguns fidalgos com a semelhança de traços com o rei morto. A Coroa não se espantou: mandou decapitá-lo.


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