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Natal, 29 de Julho de 2010 | Atualizado às 22:48

Abençoado, Max faz América subir para a elite do futebol

Publicação: 26 de Novembro de 2006 às 00:00
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Marcelo BarrosoLÁGRIMAS E SORRISOS - Torcedores se reuniram em família LÁGRIMAS E SORRISOS - Torcedores se reuniram em família

Um homem, um destino. O atacante Max que foi sacado da equipe titular momentos antes do início da partida contra o Atlético Mineiro, no Mineirão, acabou sendo o nome do jogo que marcou o retorno do América à primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O jogador participou da jogada do primeiro gol, quando passou a bola para Paulo Isidoro, e marcou o gol da classificação depois de receber um passe do próprio Isidoro e decretar o 2 a 2 no placar.

Se no primeiro tempo o time potiguar se mostrou pouco perigoso, apenas rondando a área do adversário, ainda assim o time conseguiu segurar o Galo o quanto pôde. Aos 16 minutos, Daninilinho tabelou com Marinho, após uma falha da zaga e marcou o gol dos donos da casa.

Na segunda etapa, o grupo americano modificou completamente a sua postura, num espaço de nove minutos fez o goleiro Diego se transformar num dos principais destaques do campeão da série B. Aos 15min veio um golpe que muitos pensaram ser fatal, quando Roni marcou o segundo gol atleticano.

Mas foi justamente ai que a sorte dos potiguares começou a mudar, Heriberto colocou Max na vaga de Kobayashi e com menos de cinco minutos em campo, o atacante recebeu na área e deixou Paulo Isidoro a vontade para diminuir aos 18 minutos. Apresentando o cansaço pela ressaca da comemoração do título antecipado, o Atlético deixava brechas na marcação, e numa delas, aos 33 minutos, Isidoro lança Max que toca na saída do goleiro e faz o gol salvador.

A partida ficou ainda mais dramática, quando Magal foi expulso aos 39, ai o time usou da experiência e apenas rolou a bola até o apito final do árbitro. A comemoração em  Minas contou até com volta olímpica.

O trfeinador Heriberto da Cunha, bastante emocionado com a conquista, disse que a equipe fez por merecer a classificação, pois se mostrou dedicada ao longo da competição e a torcida agora estava liberada para realizar a festa, que foi adiada da semana passada. O meiocampista Souza foi breve em seus comentários e destacou a luta de todo o elenco, principalmente na partida contra o Atlético Mineiro.

Delegação chega às 12h em Natal

A torcida do América prepara uma grande festa para hoje, a partir das 12h, horário previsto para a chegada da delegação rubra. A carreata vai sair do Aeroporto Internacional Augusto Severo, seguindo pelas principais ruas de Natal até a Praça Cívica, onde está sendo esperado shows de bandas locais. Boatos ontem, logo depois do jogo, deram conta de que o cantor baiano Ricardo Chaves poderia dar uma palhinha na festa programada para o final da tarde deste domingo. 

A festa, no entanto, foi comedida durante o dia, antes do jogo. A derrota para o Santo André, no sábado passado, deixou os americanos apreensivos e receosos. Com a transmissão pela TV Globo, muitos, inclusive, resolveram ficar em casa. “Dois a dois já tá de bom tamanho”, disse o funcionário público, Daniel Gomes de Souza, 31 anos, um dos poucos torcedores americanos que arriscaram sair de casa para assistir ao jogo nos bares da cidade.

Diferente do que aconteceu no sábado passado, quando Natal se vestiu de vermelho e a festa estava pronta, com direito a trio elétrico e tudo que a torcida tem direito, os torcedores foram mais comedidos na rodada final do campeonato. “Deixa o jogo acabar”, dizia o Major João Maria dos Santos, 45, logo depois do segundo gol do América. Quando o juiz apitou o final da partida tudo foi motivo para festa.

Nova geração se emociona com ascensão

Vinícios Felino era ainda um bebê - tinha apenas 1 ano de idade - quando o América subiu para a primeira divisão em 1996. Dez anos se passaram e na companhia da sua mãe, a supervisora de vendas, Daniele Felino, 29, o bebê de outrora sentiu o gostinho de ver o seu time de coração voltar a elite do futebol, agora, como mais um torcedor apaixonado e com 11 anos de idade. “Torço pelo América porque é um time bom”, disse o tímido torcedor mirim, que simboliza a nova geração de americanos, orgulhosos com a ascensão rubra. Neto do ex-árbitro, Deuclécio Vaz, o aluno do Marista começou cedo a gostar de futebol. “Ele é fanático por futebol e pelo América e Flamengo”, emendou a mãe “coruja”, que acompanha todos os passos do filho na escolinha de futebol do Cepe - Clube de Funcionários da Petrobrás.

Mãe e filho assistiram ao jogo no Bar do Gil, em Candelária. Chorando sem parar, Maria Luiza, 13 anos, estudante da Escola Estadual Luís Antônio, não consegui esconder a emoção em ver pela primeira vez a ascensão do América à Série A. “É uma emoção imensurável. Não dá para descrever”, disse, a jovem americana, que tinha apenas 3 anos de idade quando o América subiu pela primeira vez, em 1996. 

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