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DETALHES - Plínio Faro expõe suas bonecas na mostra “Polifonias”.Há exatos 149 anos, em Nova Iorque, operárias de uma indústria têxtil entraram em greve contra a pesada jornada e os baixos salários. O resultado do confronto findou com a morte de mais de 120 mulheres queimadas e outras tantas feridas. Depois dessa tragédia, a luta feminina ganhou força e ainda mais legitimidade, mas o Dia Internacional da Mulher só seria reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1910.
Para celebrar a passagem dessa importante data, a Fundação Capitania das Artes convidou artistas plásticos e visuais potiguares para participarem da exposição “Polifonias do Feminino”, em cartaz a partir desta quarta-feira, na galeria de arte da Funcart. A abertura será hoje, às 17h, e a mostra ficará disponível para visitação até dia 22.
A coordenadora da expo, Sânzia Pinheiro, da equipe do Núcleo de Artes Visuais da Capitania, adiantou que a abertura será marcada por uma série de atividades efêmeras imperdíveis: “Além da presença da maioria dos artistas, teremos performances e intervenções pontuais únicas”, informa.
“O artista Marcelo Gandhi irá apresentar uma performance chamada ‘Ponta Negra’, João Natal dará vida à sua instalação, Sayonara Pinheiro mostra a fenda escarlate na parede que remete ao sacrifício feminino durante o período da Inquisição, Guaraci Gabriel mostra em primeira mão a obra que irá à Bienal de Cuba, Plínio Faro traz suas bonecas drag queens e o estilista Ricardo San Martini revela o sagrado e o profano das deusas”, diz Sânzia.
Além dos seis já citados, também integram “Polifonias do Feminino” as artistas Adriana Lopes, Andréa Galvão, Andréa Clara, Candinha Bezerra, Civone Medeiros, Lourdinete e Zaíra Caldas. Entre os homens: D´Luca, Diniz Grilo, Fábio Eduardo, Marcus Macedo, Pedro Alves, Ricardo Veriano, Roberto Medeiros e Vicente Vitortiano. “Convidamos artistas que já trabalham com a temática feminina. Queremos provocar a reflexão sobre questões, princípios, conquistas, desafios e a necessidade de se buscar um equilíbrio”, pondera.
Vale lembrar que em edições anteriores apenas pintores participavam. Neste, boa parte das obras estará à venda.
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