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Natal, 05 de Setembro de 2010 | Atualizado às 19:11

RN ira ganhar uma cidade da ciência com um planetário

Publicação: 09 de Maio de 2007 às 00:00
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João Maria AlvesPROJETO - Isaura Rosado revela que o projeto está sendo elaborado há quatro anosPROJETO - Isaura Rosado revela que o projeto está sendo elaborado há quatro anos
O Rio Grande do Norte irá ganhar uma “Cidade da Ciência”. O projeto está sob a responsabilidade da Fundação de Apoio a Pesquisa do Rio Grande do Norte (Fapern), do Governo do Estado, e será um centro de formação científica e tecnológica voltado para o lazer científico. O espaço custará aos cofres públicos estaduais cerca de R$ 7 milhões e o início de obras está previsto para julho de 2008.

A diretora da Fapern, Isaura Rosado, conta que o projeto está sendo elaborado há mais de quatro anos e ainda busca parcerias. “Nós começamos os estudos em 2003, quando elaboramos o projeto de um modo geral. Quando assumi a Fundação José Augusto incluímos o Planetário e agora estaremos executando o projeto a partir de julho do próximo ano. Até estamos entrando em contato com algumas empresas e o Ministério da Ciência e Tecnologia”, disse Isaura.

A estrutura será construída no Centro Administrativo e destina-se ao público jovem e infantil, sobretudo alunos e professores do ensino básico, da esfera tanto pública quanto privada, a turistas, cientistas e curiosos mediante o pagamento de uma pequena taxa, sendo isentos os alunos da rede pública.

A “Cidade da Ciência” estará dividida em quatro módulos estruturais. O primeiro, conterá o Planetário, uma estrutura em forma de globo terrestre - com os oceanos e os continentes, meridianos, etc. - com 18 metros de diâmetro assentada sob um espelho d’água. No interior, um auditório com 120 lugares para exibir a projeção artificial do céu.

O segundo espaço será o Parque dos Módulos Interativos e disponibilizará, de forma lúdica, os instrumentos utilizados pelas ciências - como biruta, cata-vento, termômetro, câmara escura, relógio de sol, jogos, etc - aos visitantes e alunos que estejam complementando suas aulas no local.

O terceiro módulo, chamado de Casa da Ciência, será um prédio com cinco andares onde funcionaraõ estruturas como uma rádio comunitária, um observatório (na cobertura do prédio) e uma estação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). E, por último, a “Cidade da Ciência” terá uma infra-estrutura de apoio com lachonetes e lojas para vendas de brinquedos científicos e demais espaços para atender ao público.

A governadora Wilma de Faria falou sobre a importância do projeto para o estado e anuncia que a licitação iniciará em 30 dias. “A Cidade da Ciência irá oferecer um lazer cultural e científico, promovendo a democratização do conhecimento científico.E será concluída e inaugurada no final de 2008”, falou a governadora Wilma de Faria.

Inpe irá contribuir com o projeto

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) também está em parceria com o projeto “Cidade da Ciência”. O órgão estará disponibilizando seus equipamentos e profissionais para contribuir com o projeto.

 Segundo o chefe do Centro Regional do Nordeste do Inpe, Manoel Carvalho, no espaço reservado ao instituto, os visitantes poderão compreender como funciona a coleta de dados relacionados ao meio ambiente e a imagens de satélite.

“Algumas pessoas, por exemplo, escutam que choveu tantos milímetros num determinado local e pode perguntar-se: como isso é medido? Lá estaremos para mostrar como é feito esse processo”, explicou Manoel Carvalho, acrescentando que o instituto irá analisar a estrutura a ser oferecida no projeto, para então planejar exatamente o que irá para a estação.

O equipamento mais importante e interessante a ser montado pelo Inpe na “Cidade da Ciência” será a Estação Meteorológica Davis, que registra dados continuamente, e através do programa Weatherlink, armazena as médias ocorridas no intervalo de 10 minutos.

O chefe do Laboratório de Variáveis Tropicais do Inpe, Francisco Raimundo Silva, explica que a Estação Davis transmite as informações diretamente para um computador. “Com esse equipamento, os alunos aprenderão sobre a coleta e leitura de dados ambientais e a sua importância para situações do dia a dia como, por exemplo, para prevenir danos causados pela chuva como inundações”.
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