Marcelo Barroso
IMIGRAÇÃO - Colins Sanks e James Marcos afirmam que fugiram de uma guerra
A Polícia Civil prendeu na tarde de ontem dois africanos tentando aplicar um golpe em dois natalenses, utilizando papéis que diziam se tratarem de US$ 200 mil dólares. Os homens acusados são nascidos em Serra Leoa, na costa Oeste da África. Com eles foram apreendidos o material utilizado no golpe, e uma quantia não revelada em dólares e euros.
As pessoas escolhidas como vítimas não tiveram suas identidades reveladas. Elas contaram aos policiais que foram procuradas por Colins Sanks, 29 e James Marcos, 27, ontem à tarde eles disseram que eram donos de minas de diamantes no país de origem, mas que tinham fugido para o Brasil por causa de uma guerra civil. Por isso, tinham vendido tudo que tinham e queriam investir em imóveis.
“Para provar que tinham dinheiro, mostraram um material pintado de preto dizendo que eram dólares”, explicou um policial. O “dinheiro” estava escondido em uma mala, mas na verdade não passava de papel comum, pintado com um composto químico. Os leoneses disseram que o dinheiro estava daquele jeito, para que pudesse ser transportado de avião. Para provar que os maços eram verdadeiros, os leoneses usaram uma nota verdadeira, também pintada, e com uma outra substância tirou a tinta.
Mas as vítimas desconfiaram da história e procuraram a polícia. Uma equipe do Departamento de Combate ao Crime Organizado (Deicor) foi mobilizada e as pessoas marcaram o encontro com os leoneses para a venda, enquanto os policiais os aguardavam. Colins e Sanka foram detidos em uma imobiliária em Lagoa Nova, quando tentavam repassar o dinheiro.
Os dois africanos estavam hospedados em um hotel na Cidade da Esperança. Na companhia deles, foi encontrada uma garota de programa, que mora no bairro. Mas os detalhes do caso só seriam passados pela polícia após os depoimentos. “Só depois de ouvi-los é que posso dizer algum detalhe”, disse Fonseca.