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Economia

Natal, 09 de Fevereiro de 2010 | Atualizado às 12:48

Mercado perde US$ 6,5 bilhões com saída de capital

Publicação: 08 de Fevereiro de 2008 às 00:00
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Brasília - A conta financeira do mês de janeiro, onde estão incluídos  os investimentos em ações, registrou saída líquida de US$ 6,530 bilhões em janeiro,  segundo informou ontem o Banco Central. Como a conta comercial - que registra  o saldo de operações ligadas a exportações e importações - apresentou ganho  de US$ 4,173 bilhões, a saída de recursos do País pelo mercado de câmbio foi  de US$ 2,357 bilhões.  Em meio à piora da crise internacional, o resultado, determinado pela conta  financeira, segundo o BC, foi o pior fluxo cambial desde dezembro de 2006. 

A redução do superávit da balança comercial e a saída de investidores da Bolsa  de Valores de São Paulo (Bovespa) explicam a saída de dólares do País no mês  de janeiro. O saldo negativo de janeiro contrasta com a entrada de US$ 5,397 bilhões em  dezembro e de US$ 3,770 bilhões em janeiro de 2007. “A inversão dos sinais no  resultado é fruto de uma balança comercial cada vez mais fraca e a saída de  investidores da Bovespa”, diz o diretor de Tesouraria do Banif Investiment Bank,  Rodrigo Boulos. Analistas já esperavam o resultado negativo.

A diretora de câmbio da Corretora  AGK, Miriam Tavares, diz que esperava fluxo negativo maior, de US$ 3,1 bilhões.  “Já esperávamos um saldo comercial fraco, mas a saída financeira acabou sendo  menor que o previsto”, diz. Parte da surpresa com a saída financeira pode ser atribuída à eventual migração  de investidores que deixaram a Bolsa de Valores, mas permaneceram no Brasil,  na renda fixa. “Me parece que boa parte do dinheiro tem ficado no Brasil, em  títulos”, diz o ex-diretor do BC, Emílio Garófalo.  Ele mostra pouca preocupação com o fluxo de dólares e reforça essa avaliação  com base na posição dos bancos no mercado cambial em janeiro.  No mês passado, as instituições financeiras reduziram a posição comprada - que  sinaliza aposta de alta da moeda americana - de US$ 7,331 bilhões para US$ 2,789  bilhões.  “Isso mostra que cresceu a avaliação de que não é bom ficar em moeda estrangeira  no Brasil. Por isso, eles voltam para o real”, diz Garófalo.  Outro fator positivo é o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED),  que continua forte, a despeito da crise.  O BC estima que tenham entrado US$ 4,5 bilhões em recursos para a atividade  produtiva em janeiro.

Entre os analistas, para as próximas semanas, a expectativa é  que o fluxo financeiro apresente forte volatilidade.
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