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Natal, 09 de Fevereiro de 2010 | Atualizado às 11:12

Natalenses visitam cemitérios da cidade no Dia de Finados

Publicação: 02 de Novembro de 2008 às 00:00
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Marcelo BarrosoSAUDADE - Natalenses visitam cemitérios da cidade no Dia de FinadosSAUDADE - Natalenses visitam cemitérios da cidade no Dia de Finados

Publicada às 16h20


Respeitando a tradição do Dia de Finados, muitos natalenses visitaram os cemitérios da cidade neste domingo (02) para prestar homenagens aos parentes sepultados.

Nos cemitérios públicos como o Bom Pastor, Alecrim e Nova Descoberta, a movimentação durante o dia foi intensa e muitos vendedores ambulantes aproveitaram a data para conseguir um dinheiro extra com a venda de flores, lanches, velas ou zelando os jazigos.

Margarida Bezerra trabalha limpando túmulo no cemitério Bom Pastor II durante o ano inteiro e aproveita o Dia de Finados para melhorar a renda da família. "Eu aproveito a data para tirar mais um dinheirinho, mas esse ano estou achando o movimento fraco".

Já no cemitério privado Morada da Paz, o período de visitas foi mais tranqüilo. Este ano os familiares contaram com uma programação especial para comemorar a data com missas e cultos em horários diferenciados, apresentação da Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte, chuva de pétalas de rosas e queima de fogos. No Morada da Paz está sepultado o jornalista e ex-ministro Aluizio Alves, falecido no dia 06 de Maio de 2006. O filho do líder do populismo no Estado, Aluizio Alves Filho, visitou o túmulo pela manhã.

Um destaque nas visitas aos cemitérios são as personalidades. No Alecrim, após 103 anos de morte, o túmulo do padre João Maria ainda recebe fiéis e demonstrações de carinho. Outro bem visitado é o do cantor Carlos Alexandre, no Bom Pastor I. O fã Ivo Pedro vai ao cemitério todos os anos prestar homenagens ao ídolo.

No Bom Pastor II está sepultado o corpo de Baracho. Após sua morte, o "bandido" se tornou uma espécie de santo para religiosos que vão ao túmulo fazer pedidos e agradecer graças alcançadas. Um exemplo é a dona-de-casa Maria de Lourdes Silva, de 72 anos. Segundo ela, Baracho morreu de uma forma muito triste. Após isso, ela começou a visitar o túmulo dele e fazer pedidos.

"Eu tinha uma dor no peito, pensava que era um caroço, então pedi a ele a cura e minha graça foi alcançada. Depois desse dia,venho sempre visitá-lo e fazer orações para ele".
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