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Jornal de WM

Natal, 11 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 13:38

A volta do bambolê

Publicação: 08 de Novembro de 2009 às 00:00
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Na bacia das almas, entre os imeios que me chegaram nas duas últmas semanas, encontrei nova mensagem do professor Florentino Vereda, que anda por terras do Tocantins envolvido em pesquisas sobre a rica - e pouco conhecida - flora dos cerrados. O trabalho do ilustre pesquisador faz parte de projeto de uma universidade do Canadá e é financiado por grupo empresarial francês-canadense. Florentino está encantado com o bioma do cerrado, principalmente com o potencial (econômico, inclusive) que representa a mangabeira ( Hancornia Specioza) que lá no Norte, em áreas próximas ao Jalapão, chega a crescer perto de 20 metros de altura produzindo, cada pé, centenas de quilos de mangaba por cada safra. Cinco vezes mais do que produz as mangabeiras dos tabuleiros de Touros, cuja altura não passa dos quatro metros. Há outros grupos estrangeiros interessados no resultado da pesquisa. Florentino não garante, mas desconfia.

Em seus imeios, o incansável pesquisador revela que, mesmo metido naqueles cafundós de Judas (a temperatura esta semana passava dos 37 graus), não tem perdido o contato nem com as coisas que acontecem na terrinha dos Reis Magos, principalmente na seara da política local, como também no resto do mundo. No Jalapão a internet é uma realidade como é o tatu-peba (Euphractus sexcenctius). Quando a noite cai, corre (não o tatu) para o computador e começar a coçar os blogues. Os das abelhinhas e os dos maribondos, inclusive, e os do mundo todo que a rede permite alcançar. Basta conferir, por exemplo, este texto que me chegou anexo ao seu último imeio:

- Decididamente, esta é a vez das mulheres na política. Nos Estados Unidos, depois de ganhar um Nobel pré-datado, Barack Obama iniciou um treinamento intensivo de jogo de cintura pra os filhos do Tio Sam, sob a batuta da primeira-dama Michele, faixa-preta em bambolê. Um xeleléu da Casa Branca (como se diz mesmo xeleléu em inglês?) deu-se ao trabalho de contar Cento e quarenta e duas (!!!) bamboleadas da elegante first lady. Excelente performance, embora muito distante do jogo de Yeda Crusius. Não demora e os gringos invadirão algum país, não com bombas, mas com flores. E disputarão concursos de dança, sob o patrocínio da Coca-cola, Nike e McDonald's.

- Como o camarada Obama está unha-e-carne com o nosso presidente (liga toda vez que decola no Air Force One), poderia abrir uma vaga para a ministra Dilma, cuja cintura tem menos jogo que o ABC e o América juntos. Algumas aulas de bambolê iriam ajudá-la a costurar acordos com todas as facções políticas, desde Maria Madalena até Judas Iscariotes, passando por Severina, a administradora-geral do Estado. Quem sabe, concluído o seu treinamento, conseguiria definir a sucessão no Rio Grande do Norte, mais confusa que discurso de Hugo Chávez.

- Acompanhei emocionado a gloriosa campanha (êpa!) que na semana passada (retrasada) os dois, Lula e Dilma, fizeram pelos sertões da Bahia, no rastro de tantos outros personagens polêmicos cujas biografias somente o tempo pôde suavizar e mostrar suas verdadeiras dimensões históricas. Qual Lampião e Maria Bonita, vestidos de cangaceiros e enfrentando o sol escaldante, Robin Hood's tupiniquins tirando água dos ricos para dar aos pobres. Um grande homem e uma grande mulher.

- Mas, como dizia, por trás de um grande homem sempre há uma grande mulher. A de Mahmoud Ahamadinejad (que é esperado em Brasília por estes dias) deve ser espetacular, embora debaixo de uma burka, mais escondida que o programa nuclear. Já o Sarkozy, sem um Air Force One ou mesmo um 51, gosta de mostrar o seu avião, causando inveja ao mundo inteiro. Até o poeta Nei Leandro de Castro, que já teve Catherine Deneuve por trás, mesmo que apenas numa foto fugaz. Desconfio que Manuel Zelaya refugiou-se na embaixada brasileira para fugir da sua mulher, que deve ser uma baranga, o que explicaria o seu fracasso na política hondurenha. Dilma Rousseff, que já é uma mulher poderosa, certamente não haverá de querer outra por parte, depois do episódio Lina Vieira.

- Aí, no nosso Estado, Fábio Faria, que não é de ficar por baixo, demonstrou vivacidade, testando várias mulheres para descobrir qual delas estará atrás dele quando for um grande homem. Vai demorar, sei, mas justiça seja feita, o deputado já mudou a fisionomia da nossa política, hoje muito mais bonita e charmosa com a menina Sabrina Sato (Não é Saco, é Sato). Se não a mais forte, certamente a mais bonita personagem do nosso tabuleiro político. A sucessão passa por Sabrina, enquanto Micarla conserta o joelho e tenta fazer o mesmo com a sua administração (?). Acho que ela - a Sabrina - já se definiu por Iberê, pois, afinal, "é dos carecas que elas gostam mais".

Que vengan las mujeres!!!

O livro de Cláudio Esta semana, dia 12 (quinta-feira), Cláudio Emerenciano lançará na Livraria Siciliano, do Miduei, o seu livro Na outra margem, o amanhecer. São crônicas e artigos publicados nesta Tribuna do Norte. Na edição, destaco a Nota do Autor:

- Muito cedo, na adolescência, convenci-me de que a condição humana exige de cada um a preservação e o aprimoramento de sua própria grandeza. Dimensão espiritual, ética, moral e sentimental, que ascende no compasso da vida. O homem excede a si mesmo ao buscar o sentido da vida. Meus pais, José e Jurandi, com ilimitados amor e fé, paz e esperança, ensinaram-me a ver o mundo, os homens e a vida como parte da Criação. Assim, os laços humanos se tornam infinitos quando emergem dos sentidos de solidariedade, comunhão e fraternidade.

- Essa visão de vida, partilho com minha esposa, Maria das Graças (Dadaça), com meus filhos Cláudio Roberto, Carlos Eduardo e Luzia Maria. Com minhas noras (filhas) Simone e Renata, e meu futuro genro Daniel. Meus netos João Paulo, Gabriel e Rafael, e os que haverão de chegar, dão continuidade a uma vida em que, cada momento, é desfrutado como dádiva de Deus. Eis, enfim, a percepção que domina as crônicas deste livro. Considero-me sentinela de tudo quanto acredito, amo, admiro. Jamais renegarei essa responsabilidade.

- Durante toda a vida, desde a infância, até hoje, compartilho com amigos sonhos, ideais, buscas, dúvidas, crenças e utopias. Não vou citá-los. Mas quero invocar três amigos, já falecidos, bem mais velhos do que eu, os quais me incentivaram a escrever. Sem seus estímulos, entre tantos outros, talvez não ousasse escrever as crônicas deste livro. São

eles: Aluízio Alves, Alvamar Furtado e Varella Barca. Através deles homenageio tantos e tantos a quem incorporei ao meu universo de amigos e irmãos como inesgotável identidade e inquestionável lealdade.

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