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Apito Final

Natal, 11 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 14:45

Abc do Apito Final (4)

Publicação: 22 de Novembro de 2009 às 00:00
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Conforme prometi no último domingo, publico hoje o quarto abc do Apito Final e no domingo, 29, encerro a série. O que poderia ter sido apenas uma exceção em meio a milhares de Apito Final, acabou se transformando numa série com cinco edições. Foi uma forma de variar um pouco a coluna só com pequenas notas, entrando pelo lado jocoso do futebol potiguar. Pelos e-mails que recebo, a novidade agradou.

A - APELIDO INDIGESTO - Político, desportista, ex-treinador, ex-vice-prefeito na administração Djalma Maranhão, Luiz Gonzaga foi uma figura popularíssima em Natal, principalmente quando integrou a chapa de Djalma Maranhão para prefeito de Natal. Luiz Gonzaga ganhou um apelido nada sociável: Luiz "Tabacão". Desportista, chegou até a treinar a seleção de futebol do RN no Campeonato Brasileiro de Seleções.

B - BOLA NOSSA - Harry da Costa Ramos foi lateral direito do ABC nos anos 40. Diziam que o nome  Harry o pai dele copiou do velho cowboy de Hollywood - Harry Carrey, de quem era admirador dos westerns americanos. Quando parou de jogar, Harry virou árbitro de futebol. Numa partida em que trabalhava como "bandeirinha", a bola saiu pela lateral, e aí ele alertou o jogador do ABC: "vai, a bola é nossa ..." Pior é que gritou bem alto.

D - DANÇOU - Jáder Correia foi uma das figuras mais populares no futebol do RN, já que pontificou como árbitro dos melhores durante muitos anos. Além de árbitro, era funcionário dos Correios. Certo dia, bolou uma brincadeira que lhe custou caro. Arquitetou um telegrama falso para seu colega do apito, Eugênio Silva, informando-o de que o mesmo tinha sido escolhido para apitar o clássico Paysandu x Remo, e que aguardasse as passagens aéreas.

D (2) - Dançou - Passaram-se os dias, e nada da passagem chegar. Desconfiado, Eugênio ligou para a federação paraense, sendo informado de que o convite não era verdadeiro. Eugênio exigiu explicações dos Correios, foi feita sindicância e descoberto que havia sido uma brincadeira de Jáder Correia. O resultado foi uma suspensão de 30 dias do funcionário Jáder, e uma tremenda bronca de Eugênio Silva.

D - DRAILTON - Já na era Machadão, o ABC  teve um volante que deixou saudade. Tinha um fôlego fora do comum, ótimo biotipo, visão de jogo, experiência. Seu nome: Drailton. Na concentração, era quem mais tomava "água de coco". Pois sim. Ele mandava comprar coco verde a todo instante. Só, que, a água não era do coco: era a tradicional branquinha ...

F - FÔLEGO DE GATO - O ex-meiocampista do América/RN,  mais conhecido como Pernambuco, falecido há poucos dias, tinha um preparo físico fora do comum. Seu fraco era a meia maratona, como corredor. Certo dia de ABC x América, minutos antes do jogo ele informou ao técnico que pela manhã havia participado de uma corrida de 10.000 metros, mas que não havia problema para jogar, pois estava com todo gás …

I - ÍDOLO DE TODO JEITO - O jogador do ABC que teve mais cartaz junto à torcida foi Jorginho. Tão querido quanto Alberi. Jorge parou em 1965, Alberi chegou em 1968. Certo jogo contra o Treze, no "JL", o jogador Araponga deu dois dribles de entortar em Jorginho, a ponto  do ídolo abecedista se desequilibrar, e cair. Um torcedor da geral, chateado, desabafou: "tem  nada não! Jorge caiu, mas ainda é Jorginho ..." 

M - MESTRES NOS PÊNALTIS - O futebol natalense, ainda na época do "Juvenal Lamartine" teve quatro grandes cobradores de pênalti: Cileno, Nivaldo, Wallace e Ireno, com mais destaque para Cileno e Ireno - Em um Torneio Início, a decisão ficou para os dois mestres: Ireno pelo América, Cileno pelo ABC. O placar já estava em 48 x 48, a tarde escurecendo, eis que houve a defesa de um dos goleiros, e o torneio chegou à decisão: 49 x 48.

P - PRESSA NA REUNIÃO - Num passado já distante, a FNF já teve um presidente que era a indiscrição em pessoa. Palavrão, era com ele. Numa das costumeiras reuniões das segundas-feiras com a diretoria da entidade, além de chegar atrasado, foi de uma indiscrição inqualificável. Quando todos se sentaram, ele foi logo avisando: "pessoal, vou fazer uma reunião rápida porque marquei um encontro com uma dona às oito horas, e ela já deve estar me esperando ..." Dois diretores se retiraram, como protesto.

S - SANTA INGENUIDADE - Como sempre, o "JL" na jogada. É que até os anos 40,  quando havia um jogo - por exemplo - América x ABC, a federação designava um trio de árbitros de um filiado, todos ex-jogadores. O jornal "A República" publicava o trio que ia apitar: juiz João Barbosa da Silva,  bandeiras (hoje, assistentes)  Pedro Galvão e Rômulo Peixoto, todos ex-jogadores do Santa Cruz. Não era curioso isso?

V - VOCABULÁRIO MACHADIANO - Durante algum tempo o folclórico cartola João Machado  foi também cronista esportivo atuando na Rádio Cabugi e Tribuna do Norte. Machado tinha um linguajar todo seu. Se um time ia jogar fora de Natal, dizia que a partida seria "da corrente pra lá...". Quando lançava mão de uma expressão curiosa, clamava: "valha-me professor Saturnino!".

Z - VOCABULÁRIO (2) - Machado tinha uma hérnia que o obrigava a usar calças folgadíssimas, para esconder um pouco o tamanho. Pouco ligando para o problema, quando queria usar o jargão "no frigir dos ovos" ele preferia dizer "no frigir dos joão machado ..."

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