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Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 19:51

Advogado esclarece decisão

Publicação: 10 de Março de 2010 às 00:00
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O advogado Felipe Cortez, representante dos acionistas do Armazém Pará, Rui Câmara de Souza e Daliana Souza Peres, procurou ontem a TRIBUNA DO NORTE, com o intuito de esclarecer informações acerca da decisão judicial referente ao controle acionário da empresa, assinada na sexta-feira passada pelo juiz José Conrado Filho, da 1ª Vara Cível. Felipe Cortez afirmou que os vencedores da causa foram os seus clientes, uma vez que conseguiram se manter na sociedade a contra gosto dos sócios majoritários.

Na segunda-feira, o advogado Erick Pereira - que representa o grupo majoritário da empresa, encabeçado pelo empresário Marcantoni Gadelha - afirmou que, por decisão judicial, o Estatuto da empresa seria mantido e, com isso, Marcantoni retornaria ao comando do Armazém Pará. No entanto, o advogado da outra parte tem outra interpretação.

De acordo com Cortez, os acionistas majoritários do grupo buscaram retirar seus clientes da sociedade e, para tanto, forjaram um dossiê contendo acusações de atos ímprobos. Em material enviado à TN, o advogado destacou que o juiz incluiu na decisão a afirmação de que "com tal raciocínio, tenho como conclusão ser o dossiê prova obtida por meio não lícito e imprestável para qualquer reflexo legal nas lides em julgamento".

Consequência

O advogado disse que o retorno do empresário Marcantoni Gadelha e de sua irmã à direção do Armazém Pará não foi uma vitória para ambos, mas uma simples consequência do encerramento da instrução processual. "Terminada a instrução e julgado o processo, não há razão para manter-se o afastamento do sócio", explicou.

O representante dos sócios minoritários destacou que o principal objetivo da causa movida na Justiça era o resgate da honra de Rui e Daliana. "Objetivo este totalmente atingindo com o reconhecimento de que os clientes do Dr. Erick Pereira forjaram um dossiê para incriminar-lhes e mais, julgou-se improcedente a reconvenção, onde o Dr. Érick Pereira pedia a saída de Rui e Daliana da sociedade", declarou Cortez.

O advogado finalizou, lembrando que a primeira ação ajuizada, na qual eram discutidas mudanças no contrato social da empresa, foi de autoria dos advogados Rodrigo Alves e Gleydson Oliveira.

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