Álcool está 18,32% mais caro
Publicação: 11 de Fevereiro de 2010 às 00:00
Uma pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) mostra o peso que os combustíveis ganharam na capital potiguar nos últimos dois meses. De acordo com os dados, só o álcool aumentou 18,32% no período, o que tem significado para o motorista pagar R$ 15,34 a mais para encher um tanque de 45 litros. Para abastecer com gasolina comum - com reajuste de 7,11% - o gasto extra tem sido de R$ 8,19, de acordo com os preços médios considerados no levantamento. Álcool, gasolina e diesel custam mais caro nos postos da Zona Sul e mais barato nos da Zona Oeste.
A pesquisa foi realizada nos dias 5 e 6 de fevereiro, com preços coletados em 127 postos de combustíveis de Natal e de Nova Parnamirim, dos quais quatro estavam fechados nos dias da pesquisa. Para a gasolina, o litro tem sido comercializado entre R$ 2,65 e R$ 2,859, com o preço mais comum sendo R$ 2,79.
O Procon apurou que o litro está custando, em média, R$ 2,746, R$ 0,18 a mais que no final de novembro de 2009, quando foi realizada a última edição da pesquisa. Mais de 90% dos postos analisados pelo órgão reajustaram os preços do combustível, oito mantiveram os valores e apenas um reduziu o preço do litro. Entre os postos que aumentaram, cerca de 29% deles aplicaram reajustes acima de 10,0%.
O álcool foi o que mais pesou, no entanto, para os motoristas. No acumulado dos últimos 12 meses, o combustível registra aumento médio de 25,6%. O custo por litro saltou de R$ 1,863, há dois meses, para R$ 2,204 na primeira semana de fevereiro.
O aumento só reforçou a desvantagem do álcool em relação à gasolina. O preço do combustível, que representava 0,726% do da gasolina no 11º mês de 2009, agora representa 80% do valor e péssimo negócio para os donos de veículos flex ou bicombustíveis. Para saber quando há essa desvantagem basta dividir o valor cobrado pelo álcool pelo da gasolina. Se o resultado for além de 0,70 é melhor abastecer com gasolina.
Mas não foram só esses dois combustíveis que ficaram mais caros. Segundo a pesquisa do Procon, a gasolina aditivada registrou aumento de 5,68%, enquanto o diesel subiu 1,75%. O gás de cozinha permaneceu com o preço estável e o gás natural veicular (GNV) apresentou leve reajuste de 0,19% nos últimos dois meses.