São Paulo (SP) - Gazeta Press - O carioca Nelson Piquet se notabilizou ao longo de sua carreira pelos feitos dentro da pista – foi tricampeão mundial de Fórmula 1 –, assim como pelas declarações polêmicas. Já seu filho Nelsinho, que ontem o homenageou pelo aniversário de 60 anos, costuma adotar postura reservada, mas assumiu o espírito do pai e demonstrou ressalvas a outros ídolos do automobilismo nacional: Ayrton Senna e Emerson Fittipaldi.
A homenagem do piloto da Nascar Truck Series será feita nas pistas. Ontem, dia do aniversário do pai, ele iniciou a disputa da etapa de Michigan da categoria com um capacete semelhante ao que Nelson utilizava quando iniciou sua carreira. O sobrenome era grafado como “Piket” para que os pais do piloto não soubessem que ele se arriscava nas pistas. Na Silverado #30 também haverá um desenho do primeiro carro do tricampeão mundial de F-1 em sua carreira, o Super Vê, de 1974. “É bom para os fãs dos Piquets saberem um pouco mais desse caso, tem muita gente que não conhece. Meu pai tem muita história, só estou de uma forma elogiando a carreira dele”, disse Nelsinho, que dará o capacete a seu progenitor após a corrida, marcada para hoje.
Apesar de seu sucesso nas pistas, Nelson Piquet praticamente se desligou do automobilismo depois da aposentadoria como piloto profissional. Avesso aos holofotes e a entrevistas, o carioca fundou uma bem sucedida empresa de monitoramento e rastreamento de frotas e raramente participa de eventos ligados a corridas. Uma das exceções foi o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 da temporada passada, em que ele rodou na pista de Interlagos a bordo da Brabham com que conquistou seu primeiro título da categoria em 1981.
Nelson Piquet conquistou seu primeiro título da F-1 na temporada de 1981, e ainda não havia conseguido atrair para si a mesma empatia do bicampeão Emerson Fittipaldi - vencedor dos campeonatos de 1972 e 1974. Não que ele se importasse com isso. Era o quarto ano do carioca criado em Brasília, filho do ex-ministro da Saúde Estácio Gonçalves Souto Maior (que reprovava a sua carreira), como piloto de Fórmula 1. “Certamente que nunca Nelson Piquet será um ídolo como Emerson Fittipaldi foi. Ele não é simpático e nem um pouco político ou chega a ser até grosseiro com aqueles que o interpelam, dizendo que só vai falar sobre automobilismo e daquilo que se refere ao carro. Fora disso, não quer falar nada, principalmente de sua vida fora das pistas. Para seus amigos, com quem convive bem, é apenas o Nelsinho. Com os jornalistas, o relacionamento é puramente profissional”, criticava o jornal A Gazeta Esportiva, mesmo após os resultados expressivos obtidos em 1981. “Se ele quisesse estar na mídia, quisesse ser um Emerson Fittipaldi da vida, que vive de assinar autógrafo e aparecer em estande de alguma empresa, com certeza ele faria. Mas meu pai foi para o lado empresarial, arriscou muito mais, achou mais interessante e ganha mais dinheiro assim. Escolheu isso e não quer saber de mais nada”, afirmou o filho, revelando o mesmo tom crítico de seu pai.
Em seus últimos anos de Fórmula 1, Piquet viu um jovem piloto brasileiro ascender na categoria e logo se tornar ídolo nacional: Ayrton Senna. Além da disputa nas provas, os dois tinham estilos opostos fora das pistas e logo se tornaram rivais, situação agravada pelos Mundiais de 1988, 1990 e 1991, todos conquistados pelo paulista, que passaria a ser considerado o maior representante da história do automobilismo brasileiro.
Mas Nelsinho acredita que a história seria diferente se Senna chegasse à Fórmula 1 algumas temporadas antes. No início da década de 1980, a confiabilidade do carro era menor e cabia ao piloto poupá-lo para chegar até o fim das corridas, o que, segundo Nelsinho, seria um dos pontos falhos do estilo do rival de seu pai. “Se você pegasse o Senna e colocasse na Fórmula 1 dez anos antes, provavelmente não teria vencido nenhum campeonato. Quando ele entrou na F-1, teve muitas quebras, porque sempre andava no limite, era muito rápido mas não tinha aquela mente de poupar equipamento, motor, câmbio, pneu, tudo”, disse mantendo o estilo de Nelson, para depois assumir o próprio tom. “Era um piloto super-rápido, que errava pouquíssimo, mas a parte mecânica dele era muito fraca. O que não é uma coisa ruim”.
mark thompson
Nelsinho Piquet abandonou o estilo discreto, imitou o pai e lançou críticas contra os ex-pilotos Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna
Nelsinho Piquet abandonou o estilo discreto, imitou o pai e lançou críticas contra os ex-pilotos Emerson Fittipaldi e Ayrton SennaA homenagem do piloto da Nascar Truck Series será feita nas pistas. Ontem, dia do aniversário do pai, ele iniciou a disputa da etapa de Michigan da categoria com um capacete semelhante ao que Nelson utilizava quando iniciou sua carreira. O sobrenome era grafado como “Piket” para que os pais do piloto não soubessem que ele se arriscava nas pistas. Na Silverado #30 também haverá um desenho do primeiro carro do tricampeão mundial de F-1 em sua carreira, o Super Vê, de 1974. “É bom para os fãs dos Piquets saberem um pouco mais desse caso, tem muita gente que não conhece. Meu pai tem muita história, só estou de uma forma elogiando a carreira dele”, disse Nelsinho, que dará o capacete a seu progenitor após a corrida, marcada para hoje.
Apesar de seu sucesso nas pistas, Nelson Piquet praticamente se desligou do automobilismo depois da aposentadoria como piloto profissional. Avesso aos holofotes e a entrevistas, o carioca fundou uma bem sucedida empresa de monitoramento e rastreamento de frotas e raramente participa de eventos ligados a corridas. Uma das exceções foi o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 da temporada passada, em que ele rodou na pista de Interlagos a bordo da Brabham com que conquistou seu primeiro título da categoria em 1981.
Nelson Piquet conquistou seu primeiro título da F-1 na temporada de 1981, e ainda não havia conseguido atrair para si a mesma empatia do bicampeão Emerson Fittipaldi - vencedor dos campeonatos de 1972 e 1974. Não que ele se importasse com isso. Era o quarto ano do carioca criado em Brasília, filho do ex-ministro da Saúde Estácio Gonçalves Souto Maior (que reprovava a sua carreira), como piloto de Fórmula 1. “Certamente que nunca Nelson Piquet será um ídolo como Emerson Fittipaldi foi. Ele não é simpático e nem um pouco político ou chega a ser até grosseiro com aqueles que o interpelam, dizendo que só vai falar sobre automobilismo e daquilo que se refere ao carro. Fora disso, não quer falar nada, principalmente de sua vida fora das pistas. Para seus amigos, com quem convive bem, é apenas o Nelsinho. Com os jornalistas, o relacionamento é puramente profissional”, criticava o jornal A Gazeta Esportiva, mesmo após os resultados expressivos obtidos em 1981. “Se ele quisesse estar na mídia, quisesse ser um Emerson Fittipaldi da vida, que vive de assinar autógrafo e aparecer em estande de alguma empresa, com certeza ele faria. Mas meu pai foi para o lado empresarial, arriscou muito mais, achou mais interessante e ganha mais dinheiro assim. Escolheu isso e não quer saber de mais nada”, afirmou o filho, revelando o mesmo tom crítico de seu pai.
Em seus últimos anos de Fórmula 1, Piquet viu um jovem piloto brasileiro ascender na categoria e logo se tornar ídolo nacional: Ayrton Senna. Além da disputa nas provas, os dois tinham estilos opostos fora das pistas e logo se tornaram rivais, situação agravada pelos Mundiais de 1988, 1990 e 1991, todos conquistados pelo paulista, que passaria a ser considerado o maior representante da história do automobilismo brasileiro.
Mas Nelsinho acredita que a história seria diferente se Senna chegasse à Fórmula 1 algumas temporadas antes. No início da década de 1980, a confiabilidade do carro era menor e cabia ao piloto poupá-lo para chegar até o fim das corridas, o que, segundo Nelsinho, seria um dos pontos falhos do estilo do rival de seu pai. “Se você pegasse o Senna e colocasse na Fórmula 1 dez anos antes, provavelmente não teria vencido nenhum campeonato. Quando ele entrou na F-1, teve muitas quebras, porque sempre andava no limite, era muito rápido mas não tinha aquela mente de poupar equipamento, motor, câmbio, pneu, tudo”, disse mantendo o estilo de Nelson, para depois assumir o próprio tom. “Era um piloto super-rápido, que errava pouquíssimo, mas a parte mecânica dele era muito fraca. O que não é uma coisa ruim”.