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Economia

Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 21:09

Apenas cinco detêm 59% do PIB

Publicação: 17 de Dezembro de 2009 às 00:00
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Apenas cinco municípios do Rio Grande do Norte são responsáveis por quase 60% da economia potiguar. Natal, Mossoró, Parnamirim, Guamaré e São Gonçalo do Amarante ocupam os primeiros lugares no ranking de participação do Produto Interno Bruto (PIB) do RN, somando juntos, 59,3% do total. Os números - que relevam a intensa concentração de renda no estado - constam do levantamento do "PIB- Produto Interno Bruto dos Municípios - 2003 a 2007" realizada pelo IBGE em parceria órgãos estaduais de estatística e secretarias estaduais de governo.

Alex RégisProdução de petróleo em Mossoró ajudou o município a aumentar sua participação no PIBProdução de petróleo em Mossoró ajudou o município a aumentar sua participação no PIB
O trabalho fundamenta-se na identificação das variáveis que permitem distribuir o valor adicionado bruto das 19 atividades econômicas de cada Unidade da Federação, pelos seus respectivos municípios. Em âmbito nacional, o Rio Grande do Norte apresentou crescimento de 2,6% na participação do PIB do País. Embora esteja abaixo da evolução da Região Nordeste, o estado manteve a posição de 18º lugar entre os estados.

A nova análise do IBGE trata dos PIB dos municípios e, na comparação com os números de 2006, mostra um movimentação importante na economia do RN. Naquele ano, o ranking das cinco maiores economias do estado era composto, em ordem decrescente, por Natal, Mossoró, São Gonçalo do Amarante, Parnamirim e Areia Branca. Em 2007, a nova classificação inclui Natal, Mossoró, Parnamirim (que saiu da quarta para a terceira posição), Guamaré (que não aparecia anteriomente) e São Gonçalo (que caiu do terceiro para o quinta lugar).

Por outro lado, Natal - que tinha uma participação de 36,5% no PIB Estadual - perdeu espaço e, em 2007, passou a participar com 35% da economia. Supervisor de Disseminação de Informações do IBGE, Ivanilton Passos explica esta dinâmica. "Mossoró teve um ganho de participação em função, principalmente, da expansão do segmento petrolífero. Já Guamaré cresceu devido à comercialização de produtos derivados de petróleo. Além disso, Natal perdeu espaço devido à redução da atividade têxtil com à migração das indústrias para cidades vizinhas".

Em 2007, com um PIB de R$ 8 bilhões, a capital potiguar ocupava o sétimo lugar entre as capitais nordestinas. Mesmo em boa colocação, Natal perdeu a sexta posição - ocupada em 2006 - para Maceió. Entre as capitais brasileiras, Natal era a 17ª colocada e a 43ª entre o total de municípios do País.

Porém, mesmo perdendo espaço para outras cidades, Natal apresentou uma grande evolução do PIB per capita desde 2002, quando a riqueza acumulada somava R$ 6 mil e, em 2007, chegou a R$ 10,3 mil. "Sendo o centro de investimentos da região, Natal precisa de melhor distribuição de renda", diz Ivanilton.

Municípios ainda são dependentes

Rio (AE) - Dos 5.564 municípios brasileiros, 1.881, ou 33,8% do total, tinham mais do que um terço da sua economia dependente da administração pública em 2007, segundo mostra a pesquisa sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, o peso da administração pública no PIB do Brasil prossegue em expansão e passou de 12,6% em 2004 para 13,3% em 2007. Especificamente em 2007, segundo a pesquisa, os dois municípios do País cuja economia era mais dependente da administração pública eram Uiramutã (RR), com 80,1%, e o município de Poço Dantas (PB), com 70,2%.

Além disso, naquele ano a administração pública teve peso superior a 39,7% em todos os municípios de Roraima e acima de 38,6% nos municípios do Amapá. Entre as capitais brasileiras, as que tinham o maior peso da administração pública em sua economia eram Brasília (48,3%), Boa Vista (39,7%), Macapá (39,0%), Rio Branco (26,7%) e Porto Velho (22,2%). Por outro lado, os menores pesos foram apurados em Vitória (4,5%), São Paulo (5,9%), Curitiba (7,3%), São Luiz (8,3%) e Manaus (8,8%).

Em 2007, apenas cinco municípios (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba) respondiam, juntos, por cerca de 25% do PIB total do País. De acordo com o IBGE, os 50 municípios com os maiores PIB municipais em 2007 respondiam pela metade do PIB do País. Por sua vez, os 1.342 municípios com as menores economias responderam por até 1% do PIB nacional.

A pesquisa mostra também que quatro entre os cinco municípios com os menores PIB do País em 2007 eram do Piauí. O município de menor PIB naquele ano foi Santo Antônio dos Milagres (PI), seguido por São Miguel da Baixa Grande (PI), Areia de Baraúnas (PB), São Luís do Piauí (PI) e Olho D'Água do Piauí (PI).


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