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Política

Natal, 29 de Julho de 2010 | Atualizado às 22:48

Arruda tenta brecha jurídica

Publicação: 10 de Março de 2010 às 07:21
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Brasília (AE) - O estado de saúde do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (Ex-DEM, sem partido), agora virou disputa entre seus advogados e os investigadores do mensalão do DEM em Brasília. O ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STF), deferiu ontem o pedido da defesa de Arruda para que ele receba a visita de seu médico particular na cela da Superintendência da Polícia Federal, onde está preso desde 11 de fevereiro. 

O pedido foi feito na segunda-feira pelos advogados, de olho num laudo médico que comprovaria que Arruda não tem condições de permanecer preso na cela da PF. A defesa trabalha com a possibilidade de pedir uma prisão domiciliar ou transferi-lo para uma clinicar particular em caráter de preso. Chamada de “masmorra” pelos advogados de Arruda, a cela possui ar condicionado, frigobar, sofá, beliche e escrivaninha com cadeira acolchoada.

Ontem, o Ministério Público reagiu a esse movimento do governador. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou que é contrário a uma prisão domiciliar. Alegou que Arruda vive em condições dignas na cela da PF.

A prisão domiciliar ou médica passou a ser cogitada pela defesa de Arruda depois da esmagadora derrota, quinta-feira, na votação do habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). Ontem, ao receber a visita do deputado Alberto Fraga (DEM-DF) - seu ex-secretário - Arruda voltou a dizer que não pretende renunciar ao mandato, embora essa decisão facilite sua saída da prisão, motivada sob a acusação de que ele usou o cargo de governador para atrapalhar as investigações sobre o mensalão do DEM.

Arruda já pediu a seus advogados que tentem protelar o quanto podem o andamento do processo de impeachment que corre contra ele na Câmara Legislativa. O governador foi notificado na segunda-feira e, desde então, tem um prazo de 20 dias para se defender. Arruda não quer ser julgado pelos deputados enquanto estiver preso. Por isso, quer empurrar a votação do impeachment - que deve ocorrer provavelmente em abril -, a tempo de conseguir se livrar da prisão.

A alternativa de uma detenção domiciliar ganhou elementos na segunda-feira, depois que Arruda foi parar no hospital com a suspeita de trombose e problemas com diabetes. A mulher dele, Flávia Arruda, o visitou na cela da PF e voltou a reclamar das condições do marido na prisão.
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comentários

teogily@...10/3/2010 @ 13h36
joga ele no presido do Mossoró com os presos de alta periculosidade que vieram do Rio que ele vai se sentir melhor! mais humano! ou então em alcaçúz em Nisia Floresta ai ele vai se sentir mais confortavel !!!!!!!!!!!
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