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Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 21:18

As desagradáveis olheiras

Publicação: 12 de Fevereiro de 2012 às 00:00
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Dr. Jorge Boucinhas - médico e professor da UFRN

O rosto é a parte do corpo humano onde mais facilmente são observáveis as alterações estéticas provocadas pelo envelhecimento e/ou pelas agressões ambientais. Duas delas são especialmente detestadas pelas mulheres: as rugas e as olheiras. Felizmente, a Cosmecêutica (associação de princípios farmacologicamente ativos à Cosmética) tem evoluído de tal maneira nos últimos anos que já se dispõe de um verdadeiro arsenal anti-rugas, com produtos que atuam das mais variadas formas. Já o mesmo não se pode dizer com relação às olheiras, pois a maioria dos produtos disponíveis no mercado são maquiagens corretivas que não tratam e apenas disfarçam.

Tal ocorre porque realmente não é fácil tratá-las! Elas podem surgir em qualquer idade e em função de diversos fatores. O estresse físico e o emocional, insuficientes horas de sono, exposição demasiada à radiação ultravioleta, alimentação incorreta e alterações hormonais são apenas alguns dos fatores que podem levar ao seu surgimento ou à sua intensificação.

Hoje em dia sabe-se que todos esses fatores desencadeiam uma resposta imunológica, a qual, através da liberação de substâncias que provocam uma reação inflamatória local, resulta numa vasodilatação anormal dos capilares sanguíneos, com extravasamento de líquido e conseqüente formação de edema ao redor dos olhos.  Uma má circulação linfática contribui para o acúmulo de líquido na região. Outro aspecto a considerar é que a aparência pode ainda ser agravada pela formação de bolsas sob os olhos, resultantes do acúmulo de gordura associada ao aumento da flacidez da pele.  É importante notar que a tonalidade e a intensidade da coloração podem variar em decorrência de características individuais e da intensidade dos mecanismos envolvidos, o que bem indica que o resultado de um tratamento anti-olheiras pode variar de uma pessoa para outra. A excessiva vascularização subcutânea da pálpebra, combinada com a sua excepcional transparência e agravada por alterações circulatórias pode gerar tons violeta, azul e roxo. A questão se agrava quando os vasos sofrem pequenos sangramentos que se depositam logo abaixo da pele sob a forma do pigmento escuro chamado hemossiderina, que enegrece a região. Por sua vez, a formação de uma coloração amarelo-acastanhada na região periorbital pode ocorrer devido a presença de herniação e protusão da gordura subcutânea, formando uma saliência na pálpebra inferior. Como se não bastasse, alterações no relevo cutâneo podem criar uma ilusão óptica que dá a impressão da existência de manchas perioculares.

Pode-se simplificar esse processo da seguinte forma:  1)  o "inchaço" que se visualiza como "bolsas" abaixo dos olhos deve-se ao acúmulo de lipídeos na região e ao acúmulo de fluídos que "vazaram" para fora dos vasos sanguíneos lá presentes;

2) a coloração é uma mistura da melanina (pigmento cutâneo que tem sua síntese aumentada por conta da inflamação) com o depósito de derivados da hemoglobina do sangue (que também "vazou" dos capilares).

Felizmente não mais se está "desarmado" ante um tal espectro de fenômenos deletérios.   Certos extratos vegetais oriundos das floras brasileira e européia, concentrados e padronizados em substâncias denominadas saponinas e flavonóides, apresentam eficácia e segurança já bem testadas in vitro e comprovadas clinicamente.

O lírio branco europeu (Lilium candidum) e os conhecidos "ginseng brasileiro" (Pfaffia paniculata) e marapuama (Ptychopetalum olacoides) exercem atividades anhinflamatória, imunoestimulante e antioxidante que, juntas, atuam com extrema precisão e eficácia sobre os principais pontos causadores dos problemas de olheiras.

Observa-se uma significativa redução da quantidade de histamina (agente químico indutor de inflamações no organismo), levando a atividade descongestionante e drenante que tanto propicia a prevenção do inchaço local quanto minimiza a probabilidade de uma deposição anormal de hemossiderina.    Também ocorre uma significativa atividade lipolítica (de queima de gorduras) que atua na redução da formação das bolsas, contribuindo assim para atenuar ou, mesmo, eliminar o desconforto estético. Além disso estimula-se a produção de colágeno e elastina, que contribui para o tônus estrutural.   Ademais, auxilia-se, indiretamente, a manutenção do tônus da parede dos capilares sanguíneos, diminuindo as chances de extravasamento dos derivados de hemoglobina que conferem coloração escura (o conhecido aspecto de "sangue pisado") às olheiras.

Parece que, afinal, já se pode contar com algo que realmente ajuda quem tem tão desagradável problema estético.


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