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Política

Natal, 12 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 01:56

Assembleia vai decidir sobre criação de cargos na Fundac

Publicação: 03 de Novembro de 2009 às 00:00
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Oito são os votos que o governo do Estado precisa ter na Assembleia Legislativa para  aprovar hoje o projeto de lei que cria 196 cargos temporários na Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (Fundac). A matéria está em pauta, o que não é garantia de que seja apreciada, uma vez que esta é a terceira vez em menos de duas semanas que está sob análise do plenário, mas ou não obtém quórum suficiente ou carece de consenso para a efetiva votação. Se aprovado, o projeto criará cargos elencados como de apoio (80) e de níveis médio (95) e superior (80). Os salários para cada categoria, respectivamente, foram distribuídos em R$ 1 mil, R$ 700 e R$ 465, o que implicará em um aumento mensal na folha da Fundac de R$ 124,7 mil.

Marcelo BarrosoAssembleia tem projetos de reajuste na pauta e depende do quórum para garantir apreciaçãoAssembleia tem projetos de reajuste na pauta e depende do quórum para garantir apreciação
As contratações terão duração limitada de um ano e seis meses, conforme especificado na mensagem governamental de n.º 106/2009, que encaminhou o projeto. O argumento utilizado para a criação dos cargos foi haver a necessidade de suprir, em caráter de urgência, a carência de pessoal, em decorrência da falta de profissionais no quadro efetivo". O projeto tem gerado polêmica entre os parlamentares governistas e de oposição da AL. A base de sustentação da governadora Wilma de Faria (PSB) defendeu, semana passada, a votação em bloco deste e de mais cinco projetos de lei complementar, que definem reajuste de 8,88% nos salários de desembargadores e juízes do Tribunal de Justiça; promotores e procuradores do Ministério Público; conselheiros, auditores e procuradores do Tribunal de Contas do Estado; e dos procuradores da própria Assembleia Legislativa. "É um contrasenso muito grande porque todos nós sabemos que nã se pode apreciar projetos ordinários (o da Fundac) e de lei complementar em bloco. O Governo certamente não está conseguindo os míseros oito votos e fica com esse tipo de manobra para não ser derrotado em plenário", disse, na ocasião, o deputado Getúlio Rêgo (DEM).

Os projetos que elevam salários no TJ, MP, TCE e na própria AL, serão reajustados primeiramente em 5%, a partir de primeiro de setembro deste ano; e em 3,88%, após 1º de fevereiro de 2010. A fundamentação utilizada é a de que o parâmetro para a remuneração de funções consideradas essenciais à Justiça teria como base os salários mensais dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O teto, nestes casos, é limitado ao percentual de 90,25% do subsídio da Côrte do STF.

No Ministério Público, são 167 promotores, com salário inicial de R$ 14.507,19, e procuradores, que dispõem de remuneração de R$ 22.111,25; O Tribunal de Justiça tem como efetivos 15 desembargadores, cujo salário inicial é de R$ 22.111,25 e juízes, com salário inicial de R$ 14.507,19; os sete conselheiros e sete procuradores do TCE têm remuneração similar aos desembargadores do TJ, enquanto que os auditores dispõem de 90% destes valores. Os nove procuradores da Assembleia Legislativa, por sua vez, também a exemplo da Corte de desembargadores, recebe R$ 22.111,25 mensais.


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comentários

josenetoadv@...03/11/2009 @ 07h10
Por que procurador da assembleia legislativa do RN ganha essa remuneração se nunca na história do RN houve concurso público para essa categoria? Alías, na Assembleia Legislativa do RN nunca houve qualquer tipo de concurso público. Todos que estão lá, não entraram conforme determina a Constituição Federal; ou seja, burlaram o Concurso Público. Então, ao contrário de aumento de remuneração, por que não aprovar uma lei para fazer um concurso público e dar oportunidade de um bom emprego aos demais Potiguares que não são apadrinhados politicamente? Com a palavra o Presidente Robson Farias, gestor a quem tenho respeito e admiração.
Tribuna do Norte