Assu usa ciência para se organizar
Publicação: 22 de Novembro de 2009 às 00:00
O dentista Delzieli Medeiros assumiu a presidência do Assu há três meses. O principal foco dele tem sido a criação de projetos inovadores, para tornar o Camaleão do Vale um clube financeiramente independente. A mais nova criação da gestão do clube é dá embasamento científico ao projeto Sócio Investidor, que deve ser lançado em janeiro.
O departamento de economia da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte está trabalhando para comprovar, através de métodos científicos, a viabilidade de aderir a um projeto que tem como principal foco valorizar as categorias de base do clube.
"Muitos projetos são criados a todo o momento e vários deles são interessantes, mas acabam não vingando por não terem uma comprovação da sua eficiência. Um bom projeto não é mais só aquele bem desenhado, mas o que tenha mais conteúdo e inovações", explicou Delzieli.
O dinheiro conseguido com o Sócio Investidor será destinado especificamente ao futebol amador. Quem aderir terá as mesmas vantagens das outras modalidades de sócio-torcedor comum e ainda poderá lucrar em possíveis vendas de jogadores, pois 50% dos direitos econômicos dos atletas do Camaleão serão divididas em cotas para os sócios e outros 50% continuam com o clube. "É justamente aí que entra o estudo dos pesquisadores da área da economia, que mostrarão os diversos exemplos de equipes de médio porte, como a nossa, que lucra com venda de atletas. Além disso, eles comprovarão a inovação do nosso trabalho, que é bem complexo", declarou o presidente.
Delzieli e o restante da diretoria executiva do Camaleão também estão preocupados em dá toda a estrutura para que os atletas possam trabalhar tranquilamente e se prepararem para vestir camisas de clubes tradicionais, por isso, os quartos dos atletas no Acquavale terão a assistência semelhante a de pousadas, assim como funcionava para os turistas, antes de ser arrendada pelo clube. Além disso, o departamento clínico está sendo modernizado.
Para os possíveis clientes se sentirem mais seguros em investir no projeto, a diretoria acertará um contrato de longo prazo, como uma das maiores revelações do futebol do Estado. Além disso, mostrará que a região do Vale do Açu é promissora, pois alguns atletas que se destacam no cenário futebolístico nacional e até internacional surgiram em equipes amadoras do Vale.
"Temos pelo menos quatro exemplos de atletas que saíram daqui e conseguiram sucesso. Souza é o principal deles, que nasceu em Assu e chegou à Seleção Brasileira. O primo dele, Sinha, é outro exemplo. Sinha é um meia que defendeu recentemente a Seleção Mexicana, participando até de uma Copa do Mundo. Além disso, o atacante Bam Bam está no Internacional e o meia Wendes defende o Bragantino. Todos esses atletas poderiam ter deixado um dinheiro bom em um clube da Região se já existisse um projeto como esses", comentou Delzieli.
O projeto Sócio Investidor não é o primeiro empreendimento. O Acquavale, parque aquático de 12 hectares foi arrendado pelo Camaleão do Vale, para abrigar os atletas. Nele, está sendo construído um campo de futebol para treinamento, que será bem semelhante ao gramado do estádio Edgarzão. Além disso, o Camaleão do Vale inaugurará uma loja. O local terá como foco prospectar novos sócios torcedores.
Clube faz pesquisa para poder contratar jogadores
O Assu ainda não anunciou contratações de jogadores oficialmente, porém, isso não tem tirado o sono do presidente do clube, Delzieli Medeiros. A diretoria do Camaleão fez um planejamento de contratações diferente neste ano, no qual a observação e a pesquisa são pontos fundamentais.
"Nós reunimos os nomes de todos os jogadores indicados pelos profissionais que compõe o Assu e fizemos uma grande avaliação, para daí partir para uma negociação direta. Avaliamos quase 100 nomes de atletas e o nosso gerente de futebol, André Luiz, foi observar partidas ou materiais desses jogadores e também saber o histórico deles fora do campo, pois só queremos atletas comprometidos para brigar por títulos", declarou o presidente.
Delzieli explica que a observação é importante para diminuir ao máximo o risco de dispensar um atleta em meio ao trabalho. "Às vezes quando não há uma pesquisa mais aprofundada chega um atleta que a gente conhece o potencial, mas que está fora de forma, em má fase, ou com algum problema que está atrapalhando o seu futebol. Daí vem as rescisões, que é um gasto desnecessário, por isso, temos que evitar, para não atrapalhar os nossos objetivos", explicou.
O dirigente comemora também a facilidade que está tendo para chegar a acordos com os atletas que foram aprovados pelo grupo que analisa os possíveis contratados.