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Natal, 23 de Maio de 2012 | Atualizado às 12:08

Berlusconi promete reforma para evitar crise

Publicação: 04 de Agosto de 2011 às 00:00
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Milão, 03 (AE) - O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, prometeu nesta quarta-feira completar seus cincos anos de mandato e só deixar o poder em 2013. Ele fez um discurso de emergência na Câmara dos Deputados em Roma, onde prometeu conduzir reformas econômicas e virar o foco para políticas de crescimento econômico, num esforço para tentar acalmar os mercados financeiros, no momento muito preocupados com as dívidas públicas da Itália e também da Espanha. A turbulência nos mercados ameaça arrastar a Itália, terceira maior economia da zona do euro, para a crise da dívida soberana.

Após um dia volátil nos mercados, no qual os custos de empréstimos da Itália tocaram uma nova alta recorde, Berlusconi disse no Parlamento que a Itália "não fez pouco" em resposta à crise. "Mas nós sabemos que existe mais por fazer".

Ele discursou logo após o fechamento dos mercados na Europa. A Bolsa de Valores de Milão fechou em queda de 1,54% no índice FTSE-MIB. A dívida pública italiana, atualmente quase de 120% do PIB e "um pesado legado do passado", irá automaticamente começar a cair em consequência do recém-aprovado plano para equilibrar o orçamento até 2014, disse Berlusconi.

Ainda assim, afirmou, o crescimento econômico e do emprego são "essenciais", afirmou. Berlusconi disse acreditar que as negociações do governo com os sindicatos de trabalhadores, com os grupos que defendem os interesses dos empresários e com a oposição terão bom resultado. Essas negociações começam amanhã. "Todos têm de arregaçar as mangas", afirmou, apelando para a "unidade de intenções". Berlusconi lembrou, no entanto, a oposição de que têm maioria no Parlamento suficiente para permanecer no poder até o final de seu mandato, que termina em 2013. Berlusconi disse que "esta crise não é italiana, mas planetária".

Berlusconi disse que as medidas de austeridade, que na Itália significaram um corte de 70 bilhões de euros (US$ 99 bilhões) aprovado no mês passado no Parlamento, irão equilibrar o orçamento até 2014.

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