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Bernardinho não descarta Giba para a Olímpiada

Publicação: 05 de Fevereiro de 2012 às 00:00

Após a confirmação da cirurgia do ponteiro da seleção brasileira masculina de vôlei e da Cimed/SKY, Giba, o técnico Bernardinho afirma que confia na recuperação do jogador até os Jogos Olímpicos de Londres, em julho deste ano. A lesão de Giba na canela esquerda vinha sendo tratada, mas o trabalho na fisioterapia não deu o resultado esperado.
mauricio valGiba é considerado uma peça importante na equipe brasileiraGiba é considerado uma peça importante na equipe brasileira

Bernardinho deixa claro que conta com o jogador e acredita no seu histórico de superação. "Precisamos entender a importância dessa cirurgia agora em função da sua recuperação a tempo de disputar os Jogos Olímpicos. O Giba é um jogador fundamental para a equipe e confiamos que ele estará, sim, recuperado e bem até Londres", afirmou Bernardinho.

O técnico da seleção brasileira ainda destacou o fato de Giba não ter atuado pela Cimed/SKY nesta Superliga. "Agradecemos ao clube por não ter forçado a barra, já que ele realmente não teria condições de jogar e, se forçasse, poderia agravar a lesão", disse Bernardinho.

A dor surgiu no ano passado e, por causa disso, o ponteiro já foi poupado do Campeonato Sul-Americano, em setembro de 2011. A sequência de jogos pela Copa do Mundo, em novembro, colaborou para o agravamento do problema que será solucionado no dia 13 de fevereiro, em cirurgia realizada pelo médico da seleção brasileira, Ney Pecegueiro, no Rio de Janeiro (RJ).

"Em termos simples, a fratura na tíbia do Giba não está colando. Então, vamos colocar uma haste de titânio dentro do osso, que o deixará imobilizado. Dessa forma, ele poderá começar a preparação atlética mais cedo. O objetivo é que ele esteja recuperado até os Jogos Olímpicos", afirmou Ney Pecegueiro.

Quanto ao prazo de recuperação, o médico não afirma uma data exata, mas demonstra confiança em um curto período. "Acredito que entre dois e três meses após a cirurgia, o Giba já esteja liberado para retomar os treinamentos. Na volta, unimos o treino com a fisioterapia, desta vez, em um novo trabalho de recuperação", explica Ney Pecegueiro.

Giba lamenta estar longe das quadras, mas confirma a necessidade e a boa expectativa sobre a cirurgia. "Estou chateado por não poder jogar esse ano. Aconteceu esse casamento da Cimed com a SKY e gostaria muito de estar em quadra, mas, infelizmente, não estou podendo ajudar o time. Por outro lado tenho que ver que, para a minha carreira, em um ano olímpico, o mais correto era tomar a providência que estamos tendo. A cirurgia é o melhor a ser feito", afirmou Giba.

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