Cercada por grande expectativa, a temporada da Fórmula 1 começou com uma monótona vitória de Fernando Alonso no Grande Prêmio do Bahrein, situação que levou alguns chefes de equipe e cogitarem mudanças no regulamento. Detentor dos direitos comerciais da categoria, Bernie Ecclestone pede calma. "Não há pânico, a Fórmula 1 não está em crise. Eu acho que não há nada que possamos fazer imediatamente e não devemos nos lançar em mudanças", declarou o dirigente. Ecclestone admite estudar possíveis mudanças apenas na volta da categoria ao continente europeu. "Estamos envolvidos em quatro corridas com longas viagens. Então, vamos observar como as equipes se adaptam e ver isso depois da China", argumentou o detentor dos direitos comerciais da categoria, que passa por Austrália, Malásia e China antes de desembarcar na Espanha.
Luca Bruno/AP/AE
Na primeira prova do ano quem se deu bem foi a Ferrari, com Alonso em primeiro e Massa em segundo, mas as disputas faltaram
Para Ecclestone, a adaptação das equipes às mudanças no regulamento da Fórmula 1 pode explicar a falta de emoção no Bahrein. "A primeira corrida com as novas regras é sempre de aprendizado. Agora, eles sabem que podem melhorar e ser um pouco mais incisivos para que tenhamos mais ação", teorizou.
Uma das alternativas propostas para tentar aumentar a emoção nas corridas é obrigar os pilotos a fazerem dois pit stops, ideia questionada por Ecclestone. "Eu tive um encontro com as equipes e tentei explicar que o nosso negócio é fazer corridas e entreter o público. Não é jogar contra computadores e ser mais rápido em uma volta", encerrou.
Equipes cogitam segundo pit stopA falta de ultrapassagens na primeira corrida da temporada da Fórmula 1, o Grande Prêmio do Bahrein no último domingo, já faz as equipes e pilotos da categoria pensarem em mudanças nas regras do Mundial, para deixar as disputas mais animadas. Entre as principais mudanças está a obrigatoriedade de todos os pilotos fazerem pelo menos dois pit stops por prova. "Precisamos começar a considerar duas paradas obrigatórias. Parece ridículo que os caras treinem bastante para fazer um pit stop só", apontou o chefe da Red Bull, Christian Horner. Com a nova regra que proíbe o reabastecimento de combustível, a expectativa é que os pilotos realizem apenas uma parada para troca de pneus por corrida, como aconteceu no Bahrein.
O discurso foi reforçado por Nick Fry, chefe da Mercedes, equipe pela qual o alemão Michael Schumacher retornou à Fórmula 1 após três anos de ausência. "Essa é uma das coisas que deveríamos olhar. Decidimos contra isso antes, mas é algo que claramente pode ser feito", disse. "Não acredito que isso vá dar vantagem ou desvantagem particular a ninguém, pelo menos até onde vejo", complementou.
Já o chefe da Ferrari, Stefano Domenicali, pensa diferente e acredita que é preciso esperar mais antes de decidir alguma mudança nas regras. "Vamos esperar. Posso entender esse ponto, mas vamos esperar e ver como as outras corridas vão acontecer", disse.
Indianápolis pode voltar ao circuito em 2011 O circuito de Indianápolis pode voltar a fazer parte do calendário da Fórmula 1 nas próximas temporadas. Nesta segunda-feira, o porta-voz do autódromo, Chris Schwartz, admitiu que há conversas com o chefe da categoria, Bernie Ecclestone, para que a F-1 retorne aos Estados Unidos. "Continuamos a conversar com a Fórmula 1 e há bastante tempo mantemos nosso interesse em sediar uma corrida da categoria", afirmou Schwartz. '2011 ainda está longe. Obviamente ainda há muito a se considerar", completou.
Durante a última semana, o periódico inglês The Guardian publicou reportagem em que o "poderoso chefão"Ecclestone revelava o desejo de retornar aos Estados Unidos, mas criticava duramente provas já realizadas no país anteriormente.
"O público e as pessoas na organização eram as erradas. Nada realmente funcionava direito lá, teríamos que mudar bastante coisa, mas queremos voltar", disse Ecclestone. Schwartz minimizou as críticas feitas pelo britânico e reafirmou a possibilidade do acordo.
Na história recente da Fórmula 1, Indianápolis esteve no calendário da categoria entre 2000 e 2007. A prova não chegou a empolgar em nenhuma das duas particioações.