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Jornal de WM

Natal, 23 de Maio de 2012 | Atualizado às 12:08

Bethânia e Loyola

Publicação: 13 de Abril de 2011 às 00:00
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A crônica de Ignácio Loiola Brandão, "Falando para quem mexe com a terra", citado aqui, sábado, 8, começa com Maria Bethânia, antes que o escritor sentisse o cheiro forte e gostoso do café fresco que lhe foi servido na biblioteca de uma escola rural no interior de São Paulo, onde faria palestra ("A fumacinha tênue e perfumada me conduziu à casa de minha avó Branca, em Araraquara..."). Por conta do café, que também mexe com a minha memória gustativa anotada em mesas toscas do interior, destaquei apenas as passagens que Loyola Brandão lembrava dos sabores de sua infância. O foco principal de sua crônica é a inauguração de uma biblioteca numa escola localizada na zona rural do município paulista de Santa Cruz do Rio Pardo, onde falaria de literatura e do hábito da leitura, que leva o leitor a viajar pelo mundo da fantasia.

Escrevia Ignácio Loyola Brandão:

- Uma alegria ver uma biblioteca numa escola pública em que a primeira lista de material escolar pede enxada, chapéu de palha, botinão, jeans usado e camisa de manga comprida para enfrentar sol e chuva. Considerei-me privilegiado. Quantos autores já viveram esse momento de contato com a gente que trabalha a terra e viu pela primeira vez um escritor pela frente e ouviu os processos de criação, essa gente que também mexe com a criação daquilo que nos sustenta?

- Como conduzir uma fala para aquela gente que tinha olhos brilhando e que vive em outro mundo, pé no chão, digo na terra? Contei histórias, mostrando que literatura é prazer. Foram duas horas com fala, perguntas, respostas. E, então pose para fotos em celulares. Antigamente eram autógrafos, hoje são fotos.

E Maria Bethânia onde entra nessa história? Entra no começo. Loyola, certamente, pegou o mote de uma campanha que se armou por aí - nesse complicado e intrincado cipoal das artes e das letras onde a inveja estufa o ego ou o ego estufa a inveja -  contra a cantora por conta de um projeto de seu interesse aprovado pelo Ministério de Cultural. O escritor paulista sobe na tribuna para atuar na defesa da grande cantora baiana:

- Maria Bethania. Estou contigo e não abro, como se dizia certa época neste Brasil. Você merece o que pediu pelo seu blog de poesia, e muito mais, o dobro, o triplo, dez vezes. Se porcarias como esses musicais americanos importados recebem uma grana alta, por que  não a cantora que tem a mais coerente e bela carreira da música popular brasileira: poesia é fundamental para abrir o coração.

Cultura

Estamos na calçada do Cova da Onça, depois de uma chuva pesada que lavou a Ribeira, ouvindo o poeta Castilho lendo as manchetes da Tribuna do Norte. No Caderno Viver, o título da matéria de capa, chama atenção. O poeta, de pé, de costas para o Potengi Amado, imposta a voz, quase solene: "Cultura: sinal de luz no fim do túnel". Mestre Gaspar dá um muxoxo e pergunta:

- Você sabe onde fica o túnel?

Na Academia

Depois de receber e homenagear Ronaldinho Gaúcho (foi segunda-feira), a Academia Brasileira de Letras receberá, amanhã, para o seu chá das cinco, o cantor e compositor Milton Nascimento. Um afago aqui, outro acolá, serão acertados os detalhes de um show que o cantor fará na Casa de Machado de Assis, em julho. Festa de aniversário da Academia.

Chuva

Viva! Voltou à internet o boletim da Emparn que estava fora do ar há dias. E voltou - viva! - com notícias de chuvas caídas da segunda-feira para o amanhecer (7 horas) de terça, ontem. Choveu em mais de 50 localidades, pegando todas as regiões do Estado.

As melhores chuvas no Oeste foram em Alto do Rodrigues, 39 milímetros, Itajá, 31, Ipanguaçu, 24, Riacho da Cruz, 13, Mossoró, 7. No Seridó: Timbaúba dos Batistas, 28, São Fernando, 17, Acari, 13, Parelhas, 12, Caicó (Mundo Novo) e Carnaúba dos Dantas, 9. No Agreste: Tangará, 17, São Paulo do Potengi, 9, Nova Cruz, 6, Barcelona, 5. Região Leste: Pedro Velho, 29, Maxaranguape, 21, Georgino Avelino, 17, Canguaretama, 15, Goianinha, 10, Tibau do Sul, 7.

Como se vê não estão no boletim as chuvas caídas a partir das 7 horas quando os trovões sacudiram a cidade. Pelas minhas horas de voo, as chuvas de ontem em Natal devem ter chegado aos 60 milímetros.Por aí.

Na Caprifeira

Um bocado de políticos foi visto na Caprifeira de São Paulo do Potengi. A governadora Rosalba Ciarlini foi abrir o evento. No seu séquito, o secretário de Agricultura, Betinho Rosado, que é deputado federal, o deputado estadual José Dias e o ex-deputado José Adécio. O ministro Garibaldi Filho, que vai a todas, andou por lá, na companhia do filho, o deputado estadual Walter Alves.

O ex-governador Iberê Ferreira de Souza também foi visto. Com ele, o deputado estadual Tomba. A deputada Fátima Bezerra, que vai sempre a São Paulo, foi vista com o pessoal do PT, ali atrás, firme.

Paixão

O espetáculo Paixão de Cristo, com direção de Josenildo Campos, será apresentado hoje, coisa das 18 horas, no Salão de Eventos da Assembleia Legislativa. Tem Judas Iscariotes, sim. Como tem!

Minervino

Minervino Wanderley volta ao Banco do Brasil, onde foi funcionário durante muitos, aposentou-se. Aí, vendo que a vida de aposentado é monótona e às vezes chata (confira com Alex Nascimento) resolveu tirar o time de campo. Quer dizer, brechou um novo concurso, fez provas e foi aprovado. Bacana. Espera, agora, o chamado.

Dilma em Cuba

Deu na coluna de Ancelmo Gois, de O Globo:

O assunto já é tratado no Palácio do Planalto. Dilma deve ir a Cuba em data a ser marcada.

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