BNB se fecha para o camarão

Publicação: 10 de Fevereiro de 2013 às 00:00

Comentários 0

JOAO LYRA NETO [ Jornalista ]

Não é de agora que o Banco do Nordeste vem ajudando as atividades agrícolas, pastoris e industriais do Rio G. do Norte e de outros estados. A pesca do camarão era uma delas. Lutam os que atuam nessa atividade conquistando, sempre, uma posição, de certa forma, segura na indústria. O Banco do Nordeste sempre foi uma peça importante para a região Nordeste desde a sua criação, pelo falecimento do presidente Juscelino Kubitschek. Nesse particular, pelos seus elevados recursos financeiros, que foram atribuídos pela Constituição, ou seja, 3% do Orçamento Federal, o Nordeste conseguiu se armar para trabalhar pelo seu desenvolvimento. Bem equipado tecnicamente e dirigido, na sua primeira fase, por um presidente altamente competente, o economista Rômulo de Almeida, o Nordeste começou a crescer. Ao seu lado estava o Banco do Brasil, com sua carteira de credito Agrícola resolvendo os problemas que contaminavam o meio rural. Esses recursos concedidos pelo Banco do Brasil se destinavam à compra de material ao trabalho do agricultor.

A prática da carcinicultura, mesmo passando por dificuldades, sempre oferecia oportunidades de trabalho para mantê-la em contínua atividade. Afinal de contas, os cultivadores a ela ligados, sempre se mantinham conquistando espaços. Segundo divulgação da imprensa, a produção de camarão é duas vezes maior do que a da carne, e nove vezes maior do que a de frango. Isso se pode dizer, é um ponto importante em se tratando de uma atividade bem lucrativa. O Nordeste, principalmente, nas áreas de exportação do camarão, precisa, necessariamente, de apoio político, para uma atividade que se mantém prospera em Natal e em outras cidades do Nordeste. No Rio G. do Norte, se falando em apoio político, quem, realmente, pode trabalhar para isso, é o senador José Agripino, que se tem mostrado altamente interessado no crescimento econômico do seu Estado. A pesca do camarão precisa disso. De apoio dos políticos.

Para se ter ideia do que representa a economia do camarão, 80 mil toneladas do pescado foram produzidas no Brasil em 2012 e 26% no Rio Grande do Norte, mostrando, assim, a necessidade de apoio dos bancos oficiais, em qualquer circunstância. A carcinicultura sofreu, há 2 anos, um grande desgaste com a destruição de suas principais áreas de cultivo, pela ação forte das águas, mostrando que o camarão tem grande importância do Rio Grande do Norte, sendo responsável por esse resultado produzido no país. Afinal, isso tudo que está acontecendo tem relação com problemas de difícil solução. Não é de agora que sofrem os carcinicultores pelas constantes dificuldades. O que sem dúvida deve deixar preocupados os que lutam com essa atividade, é a notícia publicada pela imprensa, do Banco do Nordeste fechando suas portas por dívidas acontecidas e não resgatadas. O Banco do Nordeste nasceu para tirar a região mais pobre do país da miséria social e econômica. A sua missão pelo que se tem conhecimento, é trabalhar pelo Nordeste.



Comente essa notícia