Brasileirão provoca disputa

Publicação: 14 de Março de 2013 às 00:00

Comentários 0

Era o que faltava: CBF e INPI brigando pelo Brasileirão. De um lado, a Confederação Brasileira de Futebol querendo patentear o título da competição Brasileirão, do outro o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual rejeitando, baseado no fato de o Brasileirão ser um produto de ordem pública, consequentemente, não pertence a orgão algum, simplesmente, é do povo. Já o diminutivo de Brasileiro – o Brasileirinho, é um chorinho gravado por Valdir Azevedo e sucesso absoluto na voz afinada da natalense esfuziante Ademilde Fonseca (falecida há poucos meses, com quase 90 anos). Na CBF, a informação é de que a “madrasta” não vai entregar os pontos e pretende ir adiante na tentativa de ser proprietária  do Brasileirão, quer patrocinando, quer sendo dona do título.  Enquanto a cúpula da CBF se preocupa em assegurar patente do  Brasileirão, a seleção vai caindo.

Torcedor sumiu?
De tanto a imprensa bater na tecla enfatizando a queda no número de torcedores no estádios, esta coluna resolveu relacionar alguns jogos do Flamengo, 30 a 35 anos passados. A escolha do Rubro-negro carioca porque sempre foi o campeoníssimo de público nos estádios. Relacionados 20 jogos para comparar. Eis os públicos pagantes nesses anos: um Fla x Flu em agosto de 1979 valendo o campeonato carioca, teve 124.432 pagantes, Flamengo x Vasco, clássico jogado em outubro de 79, com  115.934 pagantes.

O torcedor (2)
Outros jogos:   Flamengo x Botafogo em 11/79, o Maracanã com  85.910 pagantes, Campeonato Brasileiro, no Maracanã jogo Flamengo x Inter, com 79.223 pagantes, Fla x Botafogo valendo o antigo Nacional,  135.487 pagantes. E, finalmente, um Flamengo x Vasco em dezembro valendo o Carioca, 169.989. E ainda um Fla x Flu em agosto de 1983, 122.142 pagantes, e um Fluminense x Botafogo decidindo um turno, o público surpreendente de 113.890 pagantes, é verdade, num domingo. Notaram a diferença para os públicos de hoje?

Elogio & crítica
Foram observados prós e contras na novíssima Arena Castelão, oito jogos após a recente inauguração: a) conforto nota máxima, existem cadeiras a 10m  do gramado, com bastante espaço para a circulação. b) a visão é perfeita,  mas nas cadeiras superiores, o sol da tarde bate de frente.  c) Gramado excelente, a drenagem funciona pra valer, o piso de jogo, perfeito. Já a limpeza  recebeu críticas, pelo fato de não haver pessoal atuando durante a partida. Notou-se  também  falta de lixeiras.

Voo como prêmio
A ideia de Alex Padang é inédita, até pelo fato de ser o primeiro  presidente de um clube de futebol no RN a possuir um helicóptero: consiste em colocar para sorteio o torcedor que é sócio, o que aderir ao plano sócio Dragão esta semana e a terceira vaga no helicóptero para o sócio que renovar o contrato. O sorteio acontecerá a partir de hoje nas emissoras que têm programa esportivo. A  criatividade destinada a carrear dinheiro para o futebol leva a  esse tipo de promoção: um vôo de helicóptero, de 10 minutos, Natal/Goianinha.  

Jogo 200 
Tudo começou no dia 22 de  janeiro de 2006, quando o amistoso ABC x Alecrim inaugurou o estádio Maria Lamas Farache. O placar terminou igual em 1x1, tendo a torcida alvinegra ficado preocupada com receio de que a partida terminasse com derrota, quando o ABC empatou no segundo tempo. Daquela data até agora, pelo “Frasqueirão” já passaram clubes da série “A”, “B”, “C” e “D”, Vasco, Corinthians, Palmeiras,, clubes de norte ao sul, leste e oeste, ainda nenhum time estrangeiro. O jogo número um teve a presença do Alecrim FC, o de número 200 foi o Corinthians/CA, ontem à noite. De 22/01/2006, data da inauguração até ontem, são decorridos 1.982 dias.

Disputa no ar
Defensor intransigente do  América FC – como já diz tudo o título do blog “vermelho de paixão”, o coleguinha Sérgio Fraiman  postou  no seu espaço a seguinte opinião: “É muito pouca inteligência a disputa dos estádios Barretão (quase pronto) x Nazarenão: O torcedor precisa entender – escreve Fraiman, que o time do América deverá jogar no “Marconi Barreto” por absoluta falta de uma outra opção. Não tenho dúvida de que, se para a série “B” a CBF não estabelecesse a capacidade mínima de 10 mil lugares, o Nazarenão seguiria normalmente como  a  casa da torcida rubra este ano.”

Disputa (2)
Prossegue Fraiman: “para atender a essa exigência (público mínimo) o América seria obrigado a colocar arquibancadas  tubulares, e isso tem um custo altíssimo. Ano passado, foram instaladas apenas para o returno e foi um “Deus nos acuda” para conseguir o dinheiro. Agora, seria de maio a dezembro. Bem mais oneroso. Por isso, é preciso acabar com essa “disputa” inconcebível  Barretão versus Nazarenão. A opção de Ceará-Mirim deve ser festejada pelo torcedor, pois é a alternativa que resta. Ano passado, o clube correu sério risco de ter de jogar fora do RN por falta de estádio. O torcedor não pode esquecer, “ conclui.

A alegria do “OLÉ”
Manchete do jornal argentino (meio escrachado) Olé, sobre a vitória do compatriota argentino na vaga de Bento XVI:   Já tivemos Maradona o maior do mundo, hoje temos Messi várias vezes e agora o Papa Jorge Mário Bergoglio, com o nome de Francisco I.  

Copa e Taça e Não Estadual
A FNF podia se mirar nos cariocas: em vez de Estadual, uma Copa e uma Taça, cada uma valendo um turno (Taça Guanabara e Copa Rio). Lá não há Estadual.


Comente essa notícia