São Paulo (AE) - O goleiro Bruno Fernandes e seus amigos Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, permaneceram calados durante depoimento no Juizado da Infância e da Juventude, em Contagem (MG), ontem. Eles ficaram menos de meia hora no local.
carlos wrede / ae
Bruno Fernandes foi intimado a comparecer ontem ao Juizado da Infância e da Juventude em Minas
Todos foram intimados e chegaram no Juizado por volta das 13h30 de ontem, mas decidiram não responder às perguntas do juiz Elias Charbil Abdou Obeid sobre a participação do menor J., de 17 anos, no desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do atleta.
Antes de entrar no juizado, o advogado do menor, Eliezer Jonatas de Almeida, disse que, como seu cliente já falou com o juiz, não haveria necessidade de falar novamente ontem. Ele afirmou ainda que J. está aliviado, porém ansioso.
"Ele não vai repetir palavras que não foram ditas e sim colocadas na boca dele. Essa história de mão jogada pra cachorro não existe", disse Almeida. Perguntado se foi a polícia que colocou as palavras na boca do menor, o advogado respondeu: "Vocês deduzem".
Almeida disse ainda que o menor sustenta que foi simplesmente contratado para dar um susto em Eliza. "Ele nunca soube quem é Bola e também não levou a polícia na casa do Bola."
Mesmo assim, o advogado do menor disse que não vai pedir a anulação dos depoimentos. Os advogados dos demais suspeitos de participarem do desaparecimento de Eliza, no entanto, disseram apenas que seus clientes não falariam.
AudiênciaO objetivo da Justiça era colher prova oral de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, do goleiro Bruno Fernandes, de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, do primo do goleiro, Sérgio Rosa Sales, e de José Carlos da Silva, que mora no Rio.
Devido ao fato de J., de 17 anos, ser menor de idade, as provas orais colhidas ontem seriam para verificar sua participação no desaparecimento de Eliza Samudio para posteriormente condená-lo ou absolvê-lo. O processo tramita em segredo de Justiça e a imprensa não terá acesso à audiência nem aos depoimentos.
O menor, de acordo com a Justiça, estaria presente para acompanhar os depoimentos, mas não haverá acareação em Juízo. O pedido de acareação feito pela Polícia ainda não foi autorizado pelo juiz e só será analisado depois da audiência.