Caixas terão menos dinheiro à noite

Publicação: 23 de Março de 2013 às 00:00

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Brasília (ABr) - O Banco do Brasil (BB) informou ontem que reduziu em até 70% o dinheiro disponível em seus caixas eletrônicos durante o período da noite. Segundo o banco, a medida é resultado do uso de novo sistema de gestão de cédulas. Agora é possível a manutenção de volume mínimo de dinheiro, até a manhã do dia seguinte.
Aldair DantasO banco também ampliou o sistema de vigilância 24 horasO banco também ampliou o sistema de vigilância 24 horas

O novo sistema, que começou a funcionar segunda-feira (18), busca inibir ataques aos caixas eletrônicos e aumentar a segurança dos clientes. “O sistema foi desenvolvido com base em estudos da rotina e hábitos de cada praça, sempre com a premissa de garantir que não faltará dinheiro aos clientes, assegurando a disponibilidade dos valores e a conveniência nos caixas eletrônicos do Banco do Brasil”, informou o BB.

A redução no dinheiro disponível nos caixas eletrônicos chega a 70% nas praças consideradas mais críticas, ou seja, com maior incidência de ataques. O banco disse que não pode divulgar valores em reais dessa redução por questões de segurança. O BB informou que expandiu a quantidade de caixas eletrônicos e agências monitorados 24 horas, por meio de centrais de segurança espalhadas no país.

As agências têm capacidade de acionamento direto da polícia, no momento da ação criminosa.

TED

Outra mudança envolvendo o setor bancário começou a valer esta semana. Desde ontem, o valor mínimo para a realização de uma Transferência Eletrônica Disponível (TED) caiu de R$ 2 mil para R$ 1 mil, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). “Os clientes pessoas físicas e jurídicas terão acesso ampliado a um meio prático, ágil e seguro de realizar transferências de recursos entre bancos diferentes”, disse a Federação.

A TED faz com que o crédito entre na conta do destinatário no mesmo dia em que a transferência é solicitada. Em outras formas de movimentação financeira, como o Documento de Crédito (DOC), é preciso aguardar pelo menos um dia para a conclusão da operação.

Segundo a Febraban, os bancos estabelecem um valor mínimo para esse tipo de transferência para evitar que a TED gere uma demanda em excesso e sobrecarregue os sistemas de pagamento e de compensação das transações financeiras.

De acordo com a federação, investimentos em tecnologia na rede de comunicações entre os bancos permitiram a redução sucessiva desses limites nos últimos anos: de R$ 5 mil para R$ 3 mil em 2010, para R$ 2 mil em novembro de 2012 e, agora, para R$ 1 mil. Para transferências interbancárias abaixo de R$ 1 mil, os clientes podem recorrer aos DOCs, que têm valor limitado a R$ 5 mil por transação. As tarifas cobradas para a TED variam de banco para banco.

Este tipo de transferência permite que os correntistas realizem a operação sem sair de casa. “O cliente não precisa sacar dinheiro em espécie para fazer a transferência”, diz Walter Faria, diretor adjunto de serviços da Febraban. “Basta acessar o Internet Banking ou outros canais eletrônicos de autoatendimento para efetuar a operação”, completa.


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