Ao voltar do recesso parlamentar, no dia 15 de fevereiro (conforme artigo 6º do Regimento Interno), a Câmara Municipal de Natal, deve ser palco de discussões acerca dos posicionamentos adotados pela Prefeitura de Natal, no que concerne aos contratos com empresas de terceirização. A vereadora sargento Mary Regina (PDT) avisou ontem que vai cobrar do Executivo explicações sobre os reajustes nos contratos feitos entre as empresas CM3 Construções Empreendimentos e Serviços Ltda, Preservice Recursos Humanos Ltda e SS Construções Empreendimentos e Serviços Ltda - prestadoras de serviços à Secretaria Municipal de Educação (SME).
Rodrigo Sena
Vereadora destaca necessidade de audiência sobre terceirização
As informações sobre os reajustes foram assunto de reportagem da edição do último domingo da TRIBUNA DO NORTE e mostraram que os acréscimos nos contratos representaram ao erário uma elevação em gastos de cerca de R$ 8 milhões.
Sargento Regina disse que cabe agora aos vereadores solicitarem a realização de audiência pública para discutir o assunto e também que os secretários de Planejamento, Augusto Viveiros, e de Educação, Elias Nunes, prestem esclarecimentos junto aos vereadores da capital. "Além de tudo ela está agora fazendo contratos temporários. A SME já está cheia de problemas e é preciso transparência", frisou. A vereadora disse também que, para a realização da audiência pública na Câmara, seria importante a convocação para Elias Nunes participar da reunião.
A pedetista lembrou também que desde o início de seu mandato vem combatendo o que chama de exagero nas terceirizações da gestão da prefeita Micarla de Sousa (PV), em detrimento da realização de concurso público para a contratação de profissionais para o quadro efetivo. Regina frisou que contestou quando surgiu o boato de privatização do Hospital Infantil Sandra Celeste e também quando, durante a reforma administrativa, aprovou-se a contratação de uma empresa de monitoramento para a Secretaria de Segurança e Defesa. "Eu apresentei uma emenda garantindo que esta se dê por meio de licitação e também que haja vedação a empresas terceirizadas", enfatizou.
Advogado afirma que contrato é legalO advogado da empresa CM3 Construções Empreendimentos e Serviços Ltda, João Aurimar, explicou que os contratos realizados pela Secretaria Municipal de Educação junto ao grupo sob sua responsabilidade estão dentro da normalidade que dita a lei. Ele explicou que os dois reajustes (de 10% cada), além do de 25% do quantitativo, podem ser explicados em face do período de assinatura dos contratos. Aurimar assinalou também que ao firmar a parceria com a SME esta foi elaborada tendo por base o salário mínimo da ocasião e no momento da homologação os valores já haviam sido reajustados. "Ela (a licitação) não foi imediatamente homologada porque houve uma fase de recursos, o que é natural. O salário da categoria foi aumentado porque houve uma convenção coletiva de 10%, então quando fomos assinar o contrato em 7 de julho, já tinha esse aumento", frisou.
Ele observou ainda que os outros 10% referiam-se à convenção coletiva os 25% do quantitativo permitido em lei.