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Natal, 12 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 01:56

Candidatos pedem anulação de provas de concurso

Publicação: 15 de Junho de 2010 às 00:00
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Candidatos ao concurso público do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), realizado domingo, estão acionando a Justiça para anulação das provas aplicadas. O motivo é que na Escola Estadual Professor Luis Antônio, em Candelária,  as listas de presença e cartões de resposta dos candidatos não chegaram a tempo do início das provas.

Emanuel AmaralO concurso do Incra é nacional e abriu inicialmente 550 vagasO concurso do Incra é nacional e abriu inicialmente 550 vagas
Segundo Gilson Andrade, inscrito para concorrer ao cargo de Antropólogo, a coordenadora da empresa organizadora, Cetro, passou em todas as salas no início das provas, às 9h, para avisar que o material havia sido extraviado, mas que chegaria por volta das 10h. "Nossa sala foi a última a ser informada, e os presentes não aceitaram o atraso. Mas quando dissemos que iríamos sair, ela não permitiu", conta ele.

Com o tumulto, a polícia foi acionada e só então os pleiteantes  às vagas foram liberados. Nenhum candidato realizou o concurso na escola. Ainda no domingo, Gilson, fez um boletim de ocorrência na Delegacia de Plantão na zona sul, alegando crime contra o direito de ir e vir. "Ela não poderia ter nos proibido de sair, o prejuízo seria nosso, de sermos desclassificados saindo antes do tempo mínimo previsto no edital", diz.

Ontem de manhã foi realizada uma audiência preliminar com ambas as partes no 2º Juizado Criminal de Pequenas Causas, na Ribeira. A promotora pública Kátia Cortez, responsável pelo caso, disse que ainda é cedo para afirmar se houve crime por parte da coordenadora. Ela explicou que o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) encaminhado pela DP Zona Sul sugeria que ocorreu "Exercício Arbitrário das Próprias Razões", previsto no artigo 345 do Código Penal.

"Mas precisamos colher mais informações para analisar com precisão", disse à TRIBUNA DO NORTE a promotora, antes da audiência. A candidata Suzeni Aires, também participou da audiência preliminar e junto com Gilson, pretende acionar o Ministério Público da União (MPU), para pedir anulação das provas, que ocorreram em todo o país.

Nesse tipo de delito, se comprovado, é possível que a coordenadora seja obrigada a prestar serviços à comunidade, ou pagar uma prestação pecuniária, segundo informou a promotora. "Meu advogado também vai entrar com pedido de indenização por danos morais, foi um constrangimento", completou Gilson. Segundo os candidatos, o mesmo problema ocorreu na Escola Estadual Floriano Peixoto, em Natal, mas apenas alguns inscritos se negaram a realizar a prova, deixando o local no início das provas, o que segundo o edital acarreta a desclassificação.

Outro problema relatado pelos candidatos que fariam provas na Escola Luís Antônio é que os funcionários do Instituto Cetro, empresa responsável pela elaboração e aplicação das provas, tentaram organizar os inscritos em salas, mas como havia pessoas que não tinham o número da inscrição e os pleiteantes às vagas fariam provas para locais diversos, o acordo não foi possível.

Cetro aguarda relatório para se pronunciar

O Instituto Nacional de Educação Cetro informou, por intermédio de sua assessoria de imprensa, que está aguardando os relatórios da coordenadoria do concurso em Natal, para se pronunciar, oficialmente, sobre o caso do extravio de dois malotes com o material de aplicação das provas, destinado aos concorrentes do concurso do Incra.

Assessor de imprensa do Cetro, Sílvio Rodrigues, disse que realmente, os malotes se extraviaram no trajeto para Natal e até ontem, o Instituto tentou rastrear em quais galpões da TAM, a empresa área responsável pelo transporte do material, encontravam-se tais malotes.

Rodrigues explicou que os chamados CP's - cadernos de provas - "estavam todos certinhos", o  que não prejudicariam os candidatos que participaram do concurso, nos locais onde houve o problema da falta da folha de resposta.

Para supri-los, ele disse que os representantes do Cetro tiraram fotocopias de outras folhas para que os concorrentes do concurso não fosse prejudicados. "A xerox da folha em branco não compromete o concurso", dizia ele.

Segundo Rodrigues, o Cetro deve ter uma posição oficial sobre o caso de hoje para amanhã, inclusive porque ainda não tem informações oficiais, e precisas, sobre o número de candidatos que deixaram de fazer as provas.

Pará também registra problemas

No Estado do Pará também houve problemas durante a aplicação das provas, nas cidades de Santarém e Marabá. Os candidatos reclamaram que houve troca de cargos para os quais se inscreveram, no cartão de inscrição. Pessoas que tentariam uma vaga para Analista Administrativo receberam cartão de respostas de provas de outro cargo.

Os atrasos chegaram à marca de 1h30, e os candidatos apenas assinaram a folha de frequência deixaram o local.

A reportagem da TRIBUNA DO NORTE contatou a superintendência regional do Incra no Estado, e foi informada de que o posicionamento será dado pela presidência nacional do  órgão. Porém, a assessoria de imprensa adiantou que o Incra aguarda um relatório detalhado com cada local de prova onde houve problemas no concurso. Além disso, informou que está previsto para hoje (15) com horário a ser definido, uma reunião entre a presidência do Incra e a direção da Cetro.

O concurso do Incra é nacional teve 53.148 pessoas inscritas no país. O edital do concurso prevê a seleção de 550 novos servidores para o órgão. Destas, 480 são de nível superior, com remuneração iniciais entre R$ 3.713,74 e R$ 4.598,80, além de 70 vagas de nível médio, com salário inicial de R$ 2.254,64.

Depoimentos

Internautas reclamam de desorganização

"Foi uma grande desorganização, na escola Luis Antônio em Candelária, nem os fiscais tinham identificação, caso que     não comprovam que eles eram realmente os fiscais, outra coisa que ocorreu uma das fiscais das salas abriu um dos lotes das provas, sem está devidamente autorizada a começar a prova. Queremos mais respeito e organização de hoje em diante".

ethel_188@hotmail.com

"Os dois lados erraram. Os candidatos quando fizeram a inscrição estavam de acordo com o edital que diz que o candidato precisa ficar 2 horas dentro da escola. A prova iniciou-se as 9 horas e o unico erro era da EMPRESA CETRO,os candidatos estavam 100% dentro das normas estabelecidas,a cetro tem que se responsabilizar pelas pessoas que estão na escola,mas ai aconteceu a rebelião?,os candidatos acharam que o correto era acertar o erro com outro erro!!!,no inicio o erro era da cetro depois os candidatos negam o certame!!!.ERRO DOS CANDIDATOS QUE    DEVIAM TER FICADO AS DUAS HORAS ESTABELECIDAS".

a_previtero@hotmail.com


"Pediram que fizéssemos as provas enquanto iam providenciar as folhas de respostas, todos os candidatos pediram explicações, a representante parecia perdida. Tanta desorganização deve ser investigada com atenção, sem querer ser, mas, neste caso os indícios de algo censurável são grandes, na melhor das hipóteses houve despreparo. Ninguém se recusou a fazer a prova, ao contrário. O edital foi corrompido e isso anula o concurso. Para piorar,     logo que o problema estourou, impediram nossa saída. O Incra, a Polícia Federal, e o MPF devem tomar medidas urgentes. Pessoas estão sendo prejudicadas".

karolinaduartemateusvarela@hotmail.com

"Foi um absurdo, não havia lista de presença nas salas, os candidatos entravam só com a identidade e o cartão de inscrição - sem a real comprovação de quem eram. As salas desorganizadas, como a comissão esperava entregar os gabaritos se haviam três ou quatro salas para cada candidato     optar em entrar, já que a divisão das sala não foi a mesma dos cartões...    enfim, uma desorganização só!!! "

rayssa_gomes@yahoo.com.br

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comentários

agrolu2009@...15/06/2010 @ 07h39
Meu nome é Luis Pereira Nem chegamos a fazer a prova. Estava tudo trocada. Esperamos 9, 10 e 11 horas aí virou tumulto. A polícia civil entrou lá. Não pode. Nesse caso tem quer ser a polícia federal. Eu gasto dinheiro, vindo de Aveiro, gastando dinheiro pra chegar em Santarém e ter a bagunça que teve. A polícia civil não pode intervir. Isso é caso de Policia Federal. Colegas eu espero que essa empresa Cetro caia fora e que haja outro concurso.
luna_carina23@...15/06/2010 @ 11h12
Tem gente falando que houve rebelião? Gente, que absurdo! As pessoas ficaram discutindo sobre o que estava acontecendo afim de obter maiores informaçoes! Realizar as provas nestas condiçoes seria compactuar com as irregularidades do concurso! O assessor de imprensa do Cetro diz que os CP?s ? cadernos de provas - ?estavam todos certinhos?, o que não prejudicariam os candidatos que participaram do concurso, nos locais onde houve o problema da falta da folha de resposta. Essa criatura vive aonde pra falar um absurdo desses?!? Os cadernos de provas, nao sao documentos válidos para avaliaçao alguma! As folhas de respostas, sim! Os candidatos inclusive levam os CP's pra casa! kkkkkk Queria entregar xerox das folhas de respostas SEM identificaçao! Sem o nome, sem o nùmero de inscriçao do candidato! Assim como fizeram no FLOCA - os candidatos escreveram o nome na folha e pronto rsrsrs poderiam escrever qualquer outro nome! O que é isso, colega? E tem gente achando que os candidatos deveriam ter participado desta palhaçada! Esse jogo de cartas marcadas! O edital foi violado, pessoas! Mais de 300 pessoas de bem que estavam nesta escola estao sendo friamente e descaradamente lesadas!!! Eu nao imprimi o cartao de inscriçao e cheguei lá apenas com a identidade! O fiscal me deixou entrar sem sequer saber se eu estava inscrita no concurso, visto que, nem a lista com o meu nome ele tinha! ACORDEM, POVO! Que palhaçada é essa?!? Digo mais : Se o Incra permitir isso estará declarando conchavo com o Cetro! BRASIL, MEU BRASIL BRASILEIRO! Logo, logo tudo será abafado! Pow, é ainda mais em ano de copa!!!
jecianelopes77@...15/06/2010 @ 17h39
A desorganização se estendeu ao Tocantins, na Escola Estadual Frederico José Pedreira, as salas não estavam organizadas pra suportar a quantidade de alunos, a minha turma, que era a sala 24, ficou sem sala, até 8:55, quando faltava só 5 minutos para aplicação da prova, nos levaram pra um laboratório de informatica, ou almoxerifado não sei o que realmente era aquilo, e foram nos acomodando até caber todos os candidatos, uma cómedia, tudo bem que começamos atrasado e o nosso tempo começou a contar de quando recebemos a prova que já eram mais de 9:00, não sei se foi falta de organização dos aplicadores da prova, ou se falta de exigencia da Banca, sei que o vai e vem procurando uma sala como numa "procissão", não é o que os candidados precisão minutos antes de uma prova dessa.
tonij84@...15/06/2010 @ 18h14
Em minha cidade, não houve problemas, mas já é minha segunda participaçao em certames do Cetro, com problemas relacionadas à organizaçao do concurso. Nesse momento fica a questão: O instituto Cetro é qualificado para realizar seleçoes a nível nacional como a do Incra, Funai, etc ? Uma coisa é certa, nós candidatos precisamos nos manifestar no sentido de que haja seleçoes mais justas, onde quem é aprovado, é definitivamente quem tem mais conhecimento, e não quem decora as apostilas preparatorias que sao vendidas por até R$80,00 por ai. Tambem cabe às instituiçoes publicas procurarem selecionar melhor as empresas que realizarão seus concursos.
raiclem@...15/06/2010 @ 15h00
Fiz a prova em Marabá-PA para Contador. Na minha sala tinham cinco candidatos que se inscreveram para Analista Administrativo, mas que os gabaritos estavam inscritos para Contabilidade e houve mais casos na mesma situação dentro da mesma unidade, poucos fiscais, não havia detectores, uma desorganização total, em outras escolas no mesmo município houve tumultos e muitos candidatos deixaram de fazer a prova, culpo a desorganização da banca, a escola também escolhida não oferecia a menor infra estrutura para abarcar um concurso desse nível. Lamentável, vamos aguardar o MPU se pronunciar.
edivanaldo@...16/06/2010 @ 11h44
"Continuo sem acreditar que não foi possível realizar as provas naquela manhã de domingo. Mais difícil ainda de acreditar é que uma Instituição como o INCRA, deixa que uma empresa como a CETRO tenha condições condizentes para levar adiante o seu profissionalismo no mesmo nível que a iInstituição nominada sugere. Principalmente, por saber por 'colegas' na sala da referida E.E. Luis Antônio, ambos funcionários do próprio INCRA, que já não é a primeira vez que ocorre as mesmas dificuldades em concursos anteriores ministrados pela CETRO. E a Instituição, continua aceitado e concordando que tais procedimentos levem o nome INCRA e a sua credibilidade ao vento...E agora? "Até quando esperar..." Se for preciso acamparemos no prédio do INCRA, assim já vamos nos familiarizando com o mundo real.
naiarapiau@...16/06/2010 @ 13h12
Fiz a prova em goiânia para engenheira agronôma e na sala havia só uma pessoa para olhar a prova, nunca tinha visto isto e na prova específiva há umas 4 questões que têm duas respostas certas. exemplo a questão 45 e a questão e a questão 50. na questão 50 marquei a alternativa a que estava certa também e no gabarito colocaram como certa a alternativa c. isto não é justo com quem estuda.
asjunior_rj@...17/06/2010 @ 10h12
no Rio, A desorganização foi muito grande, até a embalagem para guardar os eletronicos era um saco simples de transparente, sem nenhum controle eletronico, chegou a tocar um celular durante a prova e não retiraram a pessoa, outro candidato a Administração estva fazendo prova para Contabilidade e no meio da proa reclamou, mas ninguem fez nada, pois era só ele que estaa com a proa trocada... Acho que a Policia Federal deveria acompanhar todos os processos de seleção e erificar a Lisura do processo dos concursos Federais e todos orgãos de relevancia. Vamos fazer valer nossos direitos constitucionais. A embalagem
georgeolliveira03@...17/06/2010 @ 09h37
A grande verdade, e que o edital e a sumula que detem as obrigações dos candidatos. E a empresa quando falta com a responsabilidade de aplicar com que declara em tal, fica tambem sujeita a penalidade. So não pode e ficar o jogo de empurra e os pequenos pagarem o pato ne. O Dr. promotora de justiça; tem que haver justiça ne! Li acima que ascessoria de imprensa da empresa confirma extravio de material pela cia TAM e ainda sim os candidatos tinha obrigação de fazer prova? Que isso? todos tem que cumprirem com suas obrigações né! Assim e a constituição federal que rege o sistema de condutada organizacional do pais. Ou eu to errado? Chega do pequeno pagar por erros dos grandes ne! Eita brasil que se concerta por um lado, e que bagunça pelo outro.
marcondesgm@...17/06/2010 @ 22h14
Houve um verdadeiro descaso no concurso do INCRA noColégio E.E. Des Floriano Cavalcanti para Engenheiros Agrônomos. Erro no número de sala onde na qual cheguei atrasado porque o número de meu cartão de escrição indicava que o nº da sala era 23, e percorrendo todo o colégio já depois de começado as provas foi que os fiscais checaram que o número da sala era 04. Após duas horas de iniciado as provas o coordenador do concurso disse que tínhamos de esperar algumas horas para a confecção do cartão inscrição. Por isso entro com um recurso pedindo anulação do concurso. Não é procedente na legislação cocurso dessa natureza. Por isso exijo impugnação das provas para Engenheiros Agrônos. Houve muitas rasuras no preenchimenbto do cartão de resposta por falta de orientação dos coordenadores.
sinclairrg@...18/06/2010 @ 14h14
fiz a prova em Marabá, desorganização total, a nossa prova atrasou /- 17 minutos, sem falar que não tinha um controle eficiente com relação aos candidatos que iriam fazer as provas. O correto seria a anulação da prova, para que ninguém seja injustiçado.
alexoab@...01/07/2010 @ 10h03
Realmente e um absudo, pois eu sou concurseiro e se for confimado mais uma inregularidade,e mais um concurso sem retorno ,ou seja pagando por esporte! Ah isso tem que acabar! pois eu ja perdi da PRF ,até hoje nada foi resolvido. sugiro umir forcas e divulgar em alto escalao nas midias possiveis pois isso ,pode ficar por isso mesmo. attt, candidato a vaga http://twitter.com/Alexoab
Tribuna do Norte