Cardeais se reúnem hoje para definir últimos detalhes do conclave

Publicação: 11 de Março de 2013 às 07:40

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Na véspera, hoje (11), do início do conclave (quando será eleito o novo papa), os cardeais se reúnem para o último encontro preliminar no Vaticano. Contadas as reuniões que ocorreram duas vezes ao dia, esta será a décima. Os 158 cardeais, incluindo os 115 que votarão na eleição do sucessor do papa emérito Bento XVI, comparecerão ao encontro que ocorrerá apenas de manhã. Os últimos detalhes para a assembleia desta terça-feira (12) devem ser definidos hoje.
Arquivo TNDom Odilo Pedro Scherer, arcebispo brasileiro cotado para ser papa, celebrou missa em Roma nesse domingo (10)Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo brasileiro cotado para ser papa, celebrou missa em Roma nesse domingo (10)

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, deve concerder entrevista após a reunião. Em geral, nesses encontros os cardeais discutem questões filosóficas e práticas da Igreja Católica Apostólica Romana.

O tema, porém, que tem predominado em todos os encontros é o perfil do sucessor de Bento XVI. Sem fornecer detalhes, Lombardi reitera que, guiados pelo Espírito Santo, os cardeais elegerão aquele que manterá a Igreja unida. Nas missas celebradas ontem (10), cardeais e padres citaram a Parábola do Filho Pródigo – aquele que é perdoado pelo pai após esbanjar os bens de família – para ressaltar a importância do perdão e da reconciliação.

Cotado para ser eleito papa, o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, de 63 anos, celebrou missa de quase uma hora e meia. Nela, ele mencionou as palavras “perdão”, “reconciliação” e “conciliação” várias vezes. Dom Odilo lembrou que a Páscoa é o tempo de reconciliar e pediu reflexão a todos.

“Não basta só o perdão individual, é preciso pensar na humanidade, no perdão interior. É o perdão completo para se restituir a dignidade”, disse dom Odilo, ressaltando que a eleição do papa tem provocado grande interesse pela Igreja Católica Apostólica Romana.

Fumaça do primeiro dia de conclave deve ser emitida até começo da noite

O conclave, que decidirá quem será o sucessor do papa emérito Bento XVI, ocorrerá apenas na tarde de amanhã (12), mas os cardeais estarão concentrados nas primeiras horas do dia. Há uma missa, da qual os 115 cardeais com direito a voto participam, seguida de uma espécie de procissão para o juramento relativo ao processo eletivo até o início da assembleia. Não há prazo fixado para o fim do conclave.

A expectativa dos vaticanistas – especialistas em Vaticano – é que a escolha do sucessor de Bento XVI seja rápida, pois há um desejo de consenso entre os eleitores. O conclave que elegeu o papa João Paulo II, em 1978, durou três dias, e o do papa emérito Bento XVI, em 2005, dois dias.

No primeiro dia do conclave, nesta terça-feira, haverá apenas uma votação à tarde. A previsão é que a fumaça branca, no caso de eleito o papa, ou escura, se não houver consenso, seja emitida pela chaminé da Capela Sistina, na Praça São Pedro, no fim da tarde ou começo da noite. Os fiéis e curiosos que estiverem no local terão visão privilegiada.

Em caso de ausência de consenso, devem ocorrer até duas votações por dia durante o conclave. Cada um dos eleitores escreve o nome de seu escolhido em uma cédula de papel, em tamanho retangular e disfarçando a letra. Após a votação de todos, as cédulas são contadas. Três cardeais fazem o papel de escrutinadores, registrando os votos, e três cumprem a tarefa de revisão dos votos. Depois, as cédulas são costuradas e levadas para o forno para serem queimadas.

Para a eleição do papa, são necessários dois terços dos votos dos presentes, no caso 77 cardeais.  Se em três dias não houver consenso, a votação deve ser suspensa por 24 horas para orações e reflexão. Depois, são promovidos mais sete dias de votações até completar um total de 34 votações.

Porém, se mesmo depois das 34 tentativas não for alcançado o consenso, é feita uma eleição entre os dois candidatos que mais receberam votos. O escolhido deve dizer se aceita ser papa. Em caso positivo, ele é apresentado aos fiéis na Praça São Pedro.

Agência Brasil

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