Cardeal francês vai anunciar nome do novo papa

Publicação: 12 de Março de 2013 às 13:01

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A célebre frase proferida em latim “Habemus Papam” (Temos Papa, em português), aguardada para qualquer momento após o início do conclave, terá sotaque francês. O responsável pelo anúncio é o presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Interreligioso, cardeal protodiácono francês Jean-Louis Tauran, 69 anos. Ele só não dirá a frase caso seja o escolhido para suceder o papa emérito Bento XVI.
Cardeal Jean-Louis Tauran fará o anúncio do nome do novo papa
A escolha do cardeal francês para proferir a frase atende à exigência de que essa seja uma atribuição do primeiro cardeal da ordem dos diáconos, da qual Tauran faz parte desde fevereiro de 2011. Em 2005, a eleição do papa emérito Bento XVI foi anunciada pelo cardeal chileno Jorge Arturo Medina Estevez. A frase é dita aos fiéis da Varanda Central da Basílica de São Pedro.

A expressão completa, em latim, é: “Annuntio vobis gaudium magnum: habemus Papam. Eminentissimum ac reverendissimum dominum, dominum [seguido do nome do eleito], Sanctae Romanae Ecclesiae cardinalem [o sobrenome do sucessor], qui sibi nomen imposuit [o nome escolhido pelo eleito como papa]”.
Em tradução livre para o português, o significado é: “Anuncio a todos com grande alegria: temos papa. O mais eminente e mais reverendo senhor, [seguido do nome do eleito], cardeal da Santa Igreja Romana [o sobrenome do sucessor] que assumirá o nome de [é dito o nome escolhido pelo eleito como papa]”.

A expectativa é que a fumaça branca, se eleito o papa, ou escura, na ausência de consenso, seja vista na chaminé da Capela Sistina no final da tarde ou início da noite. Com a eleição do papa, o tempo entre a fumaça ser vista, a frase ser proferida e a apresentação do sucessor de Bento XVI é de cerca de 45 minutos.

Conclave

Às 13h os cardeais que participam do conclave iniciaram o juramento para manter em segredo a votação, com a votação sendo prevista para ser iniciada em seguida. Haverá quantas votações foram necessárias até que haja um consenso ou, após 33 votações seguidas, os dois cardeais mais votados "disputam" a indicação em nova votação. Só estão aptos a votar os cardeais com mais de 80 anos, que serão, ao todo, 115. O cardeal que receber dois terços dos votos será o papa. 

Com informações da Agência Brasil.


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