Gutemberg Costa*
Nossos festejos momescos começaram a 24 de fevereiro. O Rei Momo desse ano era o jovem Rei Momo ‘Paulo Maux’ e a Rainha a jovem ‘Maria Queiroz Lima’ - representando o Clube “ASSEN”. A Escola de Samba campeã foi a do mestre Melé - “Malandros do Samba”, do bairro das Rocas. O Prefeito que comandou e participou da festança foi o ‘Djalma Maranhão’ – o mais festeiro de todos os tempos. O desfile oficial realizou-se na Avenida Deodoro, centro. A presidência da ‘Associação dos Cronistas Carnavalescos estava no comando do jornalista ‘Adalberto Rodrigues’. Enquanto a ‘Federação Carnavalesca era presidida por ‘Oscar Siqueira’.
Os Blocos mais anunciados pelo jornal ‘Tribuna do Norte’ foram: ‘Os Mirones’; ‘Hi-Fi’; ‘Papudinhos’; ‘Deliciosos na Folia’; ‘Bacurinhas’; ‘Cacarecos’; ‘Vampiros’; ‘Pirilampos’; ‘Sambalanço’; ‘Os Lord’s’; ‘Lunik’; ‘Pirulitos’; ‘Peraltas’; ‘Karfagestes’; ‘Os Plebeus’; ‘Apaches’; ‘Gentinha no Frevo’ ; ‘Camaleões’ - com 25 integrantes que tinha a liderança dos jovens – ‘Moacir de Brito’ e ‘Antônio Rodrigues’ - fotógrafo; ‘Xamêgo’ - que tinha a chefia do jovem Djalma Medeiros. As Escolas de Samba com destaque no Carnaval de 63, foram ‘Serralheiros na Folia’, ‘Ferro e Aço’, ‘Milionários no Ritmo’, ‘Imperadores do Samba’, ‘Asa Branca’, ‘Malandros do Samba’, ‘Ai Vem a Marinha’, ‘Acadêmicos do Ar’, ‘Animadores do Samba’ e ‘Inocentes do Samba’. E os Índios foram os ‘Guarani’, ‘Potiguares’, ‘Aimorés’ e ‘Igaporés’. O compositor vencedor do concurso - II Festival do Compositor Carnavalesco Potiguar, foi o já famoso cantor e compositor carnavalesco - “Dosinho”.
Festanças e prévias: O Governador ‘Aluízio Alves’ comemorou os dois anos de seu governo com uma grandiosa festa carnavalesca na Lagoa de ‘Manoel Felipe’, trazendo várias atrações nacionais, como o ‘Trio Esperança’ e passistas de frevo pernambucano, no dia 31 de janeiro. Baile: No Teatrinho do Povo, (atual Sandoval Wanderley), do bairro do Alecrim, ocorreu o “Baile dos Artistas” - no dia 22 de janeiro. Apoio: O referido Governador ajudou as agremiações que se apresentaram na citada festa da Lagoa Manoel Felipe, com “20 mil cruzeiros a cada Bloco que desfilou e estava inscrito na Federação Carnavalesca. ’50’ mil para os 4 primeiros lugares e ’30’mil para os 4 segundos lugares - (Jornal Tribuna do Norte - 14 de fevereiro).
Carnaval nas ruas: A então ‘Federação Carnavalesca’ realizou várias prévias carnavalescas na cidade, as famosas “Batalhas”. A mais concorrida foi a do “Grande Ponto”, da Cidade Alta.
Surgimento: Em 23 de dezembro é inaugurado o ‘Jiqui Country Club’, de Natal. Perda nacional: Falece no Rio de Janeiro/RJ, o genial compositor de grandes sucessos carnavalescos, ‘Lamartine Babo’, nascido no ano de 1904. Seu “Lalá” deixou uma grande saudade no Brasil inteiro.
Reunião de peso: Neste ano, na cidade de Santos/SP, acontece a ‘Convenção Nacional de Reis Momos’. O nosso representante a esse histórico evento foi o nosso Rei Momo ‘Paulo Maux’, que em peso tirou um honroso segundo lugar. Rei imbatível de 1960 a 1968 e de 1970 a 1978.
Troça: Uma troça carnavalesca em 63, com muita irreverência era a “Turma da ATECUB”, composta dos foliões irreverentes: “Bob Motta, Prendice Bulhões, Efraim e Vavá Rongo”. Esta teria tido problemas se a então censura vigente tivesse observado o seu estandarte e lido o seu nome de trás pra frente... Uma das Escolas de Samba mais animadas deste ano foi a – ‘Ferro e Aço’, cujo presidente era o sambista ‘Joaquim Domingues’.
A principal manchete do jornal ‘Tribuna do Norte’, de 28 de fevereiro, foi: “O Carnaval foi mais animado nos clubes, mas nas ruas foliões também brincaram”.
E como se vê historicamente, há cinqüenta anos atrás com a popularidade dos políticos Djalma Maranhão e Aluizio Alves, o ano de 1963 marcou um grandioso carnaval natalense!
(*) É escritor e pesquisador da história do carnaval de Natal
Nossos festejos momescos começaram a 24 de fevereiro. O Rei Momo desse ano era o jovem Rei Momo ‘Paulo Maux’ e a Rainha a jovem ‘Maria Queiroz Lima’ - representando o Clube “ASSEN”. A Escola de Samba campeã foi a do mestre Melé - “Malandros do Samba”, do bairro das Rocas. O Prefeito que comandou e participou da festança foi o ‘Djalma Maranhão’ – o mais festeiro de todos os tempos. O desfile oficial realizou-se na Avenida Deodoro, centro. A presidência da ‘Associação dos Cronistas Carnavalescos estava no comando do jornalista ‘Adalberto Rodrigues’. Enquanto a ‘Federação Carnavalesca era presidida por ‘Oscar Siqueira’.
Os Blocos mais anunciados pelo jornal ‘Tribuna do Norte’ foram: ‘Os Mirones’; ‘Hi-Fi’; ‘Papudinhos’; ‘Deliciosos na Folia’; ‘Bacurinhas’; ‘Cacarecos’; ‘Vampiros’; ‘Pirilampos’; ‘Sambalanço’; ‘Os Lord’s’; ‘Lunik’; ‘Pirulitos’; ‘Peraltas’; ‘Karfagestes’; ‘Os Plebeus’; ‘Apaches’; ‘Gentinha no Frevo’ ; ‘Camaleões’ - com 25 integrantes que tinha a liderança dos jovens – ‘Moacir de Brito’ e ‘Antônio Rodrigues’ - fotógrafo; ‘Xamêgo’ - que tinha a chefia do jovem Djalma Medeiros. As Escolas de Samba com destaque no Carnaval de 63, foram ‘Serralheiros na Folia’, ‘Ferro e Aço’, ‘Milionários no Ritmo’, ‘Imperadores do Samba’, ‘Asa Branca’, ‘Malandros do Samba’, ‘Ai Vem a Marinha’, ‘Acadêmicos do Ar’, ‘Animadores do Samba’ e ‘Inocentes do Samba’. E os Índios foram os ‘Guarani’, ‘Potiguares’, ‘Aimorés’ e ‘Igaporés’. O compositor vencedor do concurso - II Festival do Compositor Carnavalesco Potiguar, foi o já famoso cantor e compositor carnavalesco - “Dosinho”.
Festanças e prévias: O Governador ‘Aluízio Alves’ comemorou os dois anos de seu governo com uma grandiosa festa carnavalesca na Lagoa de ‘Manoel Felipe’, trazendo várias atrações nacionais, como o ‘Trio Esperança’ e passistas de frevo pernambucano, no dia 31 de janeiro. Baile: No Teatrinho do Povo, (atual Sandoval Wanderley), do bairro do Alecrim, ocorreu o “Baile dos Artistas” - no dia 22 de janeiro. Apoio: O referido Governador ajudou as agremiações que se apresentaram na citada festa da Lagoa Manoel Felipe, com “20 mil cruzeiros a cada Bloco que desfilou e estava inscrito na Federação Carnavalesca. ’50’ mil para os 4 primeiros lugares e ’30’mil para os 4 segundos lugares - (Jornal Tribuna do Norte - 14 de fevereiro).
Carnaval nas ruas: A então ‘Federação Carnavalesca’ realizou várias prévias carnavalescas na cidade, as famosas “Batalhas”. A mais concorrida foi a do “Grande Ponto”, da Cidade Alta.
Surgimento: Em 23 de dezembro é inaugurado o ‘Jiqui Country Club’, de Natal. Perda nacional: Falece no Rio de Janeiro/RJ, o genial compositor de grandes sucessos carnavalescos, ‘Lamartine Babo’, nascido no ano de 1904. Seu “Lalá” deixou uma grande saudade no Brasil inteiro.
Reunião de peso: Neste ano, na cidade de Santos/SP, acontece a ‘Convenção Nacional de Reis Momos’. O nosso representante a esse histórico evento foi o nosso Rei Momo ‘Paulo Maux’, que em peso tirou um honroso segundo lugar. Rei imbatível de 1960 a 1968 e de 1970 a 1978.
Troça: Uma troça carnavalesca em 63, com muita irreverência era a “Turma da ATECUB”, composta dos foliões irreverentes: “Bob Motta, Prendice Bulhões, Efraim e Vavá Rongo”. Esta teria tido problemas se a então censura vigente tivesse observado o seu estandarte e lido o seu nome de trás pra frente... Uma das Escolas de Samba mais animadas deste ano foi a – ‘Ferro e Aço’, cujo presidente era o sambista ‘Joaquim Domingues’.
A principal manchete do jornal ‘Tribuna do Norte’, de 28 de fevereiro, foi: “O Carnaval foi mais animado nos clubes, mas nas ruas foliões também brincaram”.
E como se vê historicamente, há cinqüenta anos atrás com a popularidade dos políticos Djalma Maranhão e Aluizio Alves, o ano de 1963 marcou um grandioso carnaval natalense!
(*) É escritor e pesquisador da história do carnaval de Natal