Carro arrasta mulher no Rio

Publicação: 2007-09-15 00:00:00 | Comentários: 0
A+ A-
VIOLÊNCIA - Amigos se despedem de  Virgínia Santana no cemitério do CajuRio (AE) - A enfermeira Virgínia Santana de Almeida, de 51 anos, morreu após ser atropelada e arrastada 150 metros por um carro quando saía de casa para ir a uma aula de dança, na noite de quinta-feira. Ela foi vítima de uma série de roubos que aconteceram no final da tarde daquele dia na zona norte do Rio. A polícia investiga se o atropelador era um carro que dava cobertura aos criminosos ou de uma vítima em pânico ao tentar escapar da ação dos marginais. Virgínia chegou a ser levada para o Hospital Salgado Filho, no Méier, zona norte, onde morreu na manhã de ontem. Ela perdeu parte do couro cabeludo, vários dedos e teve múltiplas fraturas.

“Vi dois caras correndo em direção a um carro branco que deu a ré em disparada. Foi muito rápido e nem percebi que ela estava sendo arrastada. Os bandidos voltaram e entraram na Fiat Uno verde que roubaram do meu vizinho e seguiram o carro branco”, contou o mecânico José Antônio Campos cuja loja fica a poucos metros do local onde Virgínia foi atingida, na rua Bamboré, no bairro de Del Castilho.

Ele disse que não conseguiu ver a placa do carro, pois estava anoitecendo. Uma fita de vídeo e um novo depoimento do motorista do Fiat roubado, José Maria Werneck, de 63 anos, podem ajudar a polícia na identificação do carro que atropelou a enfermeira. “Foi muito triste. Ela estava muito desfigurada, mas ainda consciente e pedia para levantarmos a cabeça dela. Acho que por ser enfermeira, ela sabia o que acontecia com o corpo”, disse a dona de casa Iracema Moreira, de 51 anos.

O delegado-titular da 44ª Delegacia de Polícia, Jader Amaral, negou que tenha ocorrido um arrastão feito por oito homens por quatro bairros, conforme divulgado antes por policiais e testemunhas. De acordo com as primeiras informações, assaltantes teriam agido também nos bairros de Cachambi, Méier e Engenho Novo, todos próximos. “Acho que foram roubos diferentes. A rota de fuga e os horários não batem”, disse o delegado.

Os vizinhos de Virgínia colocou panos pretos nas janelas das casas e prédios na rua onde ocorreu a tragédia. No portão de um dos prédios, um vizinho que colocou a faixa com frase “A Bamboré está de luto. A tragédia se repete.”


Deixe seu comentário!

Comentários