CARROÇAS PELA RUA: PACTO COM O ATRASO E EXPLORAÇÃO INFANTO-ANIMAL.

Publicação: 26 de Outubro de 2012 às 00:00 | Comentários: 1
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Nome: Romulo Belisario Duarte Viana
E-mail: romuloviana@oi.com.br

Um fato corriqueiro em Natal é o trãnsito de carroças puchadas por jumentos, guiadas por crianças, admitidas pela prefeitura, toleradas pela polícia e aceitas por você. Ninguém fica indignado com esta clara demonstração de atraso e desrespeito à lei.
Um crime: uma criança JAMAIS poderia conduzir qualquer veículo pelas ruas de uma cidade civilizada. Fora o risco de acidentes, ela está trabalhando, o que configura crime dos pais, segundo seu esquecido Estatuto. Uma criança não tem o menor discernimento para cuidar do animal, o único ser inocente entre todos os envolvidos.
A Prefeitura não cadastra,regula nem fiscaliza as carroças, sendo totalmente omissa e conivente com esta situação. LUGAR DE CARROÇA É NA ROÇA, se é que ainda se usa.
A polícia não está nem aí para a exploração infantil, o mau trato aos animais, o risco para a população. Os Conselhos Tutelares nem pensam no assunto.
O mais grave é a omissão da sociedade potiguar, que ainda vê com "bons olhos" ou com "pena" esta exploração infanto-animal. Lugar de criança não é no meio de jumentos. É na escola ou no lar. Se ela pracisa trabalhar, é sinal que tanto seus pais quanto o estado precisam sofrer intervenção. Admitir uma criança conduzindo uma carroça em via pública, ameaçando a vida dos pedestres e a segurança dos outros veículos, é coisa de cem anos atrás.
Imagine se uma carroça destas atropela o seu filho, ou bate no seu carro. É você quem vai ficar no prejuízo. Nem seguro obrigatório, a porcaria tem (que os porcos me perdoem).
Na Vila de Ponta Negra circulam diversas carroças conduzidas por crianças, o dia inteiro, com os animais atrelados, sob o sol, sem água e alimentação adequados. O Tadjiquistão é aqui!


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Comentários

  • josenildo.jacinto

    Cara, concordo plenamente contigo, deve haver algum jeito de fazer com que pelo menos a população não ache isto natura.