Agora você já pode ler a tribuna em versão FLIP
Ir para página inicial
  • Natal - 21°Natal - 21°

Economia

Natal, 29 de Julho de 2010 | Atualizado às 22:48

Cesta básica em Natal é a mais cara da região NE

Publicação: 09 de Fevereiro de 2010 às 00:00
tamanho do texto A+ A-
Natal é a capital nordestina na qual a cesta básica está mais cara, desde o início de 2010. O resultado foi mostrado por uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que levantou os valores dos produtos em 17 capitais do Brasil, sendo seis da região Nordeste. Em janeiro deste ano, a cesta básica custava R$ 186,72 para o natalense, valor 0,36% mais alto do que em dezembro passado. Entretanto, em comparação com janeiro de 2009, o valor sofreu um recuo de 8,05%. A cesta mais cara do país, cujo valor é 26% maior do que a natalense, foi encontrada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, ao preço de R$ 236,55.

Júnior SantosO açúcar subiu em 16, das 17 capitais pesquisadas. Em Natal, a alta foi de 16,7% no preço do produtoO açúcar subiu em 16, das 17 capitais pesquisadas. Em Natal, a alta foi de 16,7% no preço do produto
Segundo o Dieese, a alta observada nas capitais em janeiro em relação a dezembro foi provocada pela elevação de preços de produtos de grande peso na composição da cesta básica, como o açúcar, que subiu em 16 das 17 capitais pesquisadas. Natal foi uma dessas capitais, com uma elevação de 16,7% no preço do produto. “O açúcar faz muita diferença no total da cesta básica, por ele ser um produto de uso diário na vida das pessoas”, explica o diretor da Associação de Supermercados do estado (Assurn), Eugênio Medeiros.

Medeiros chama a atenção para a variação no preço da cesta em Natal ter sido de 0,36% em janeiro, comparando com o mês anterior. “É uma variação pequena e podemos dizer que o preço na capital potiguar se manteve semelhante ao de dezembro. Acredito que a variação nos preços pesquisados ocorrem por flutuações naturais no mercado, talvez em função da disponibilidade em estoque”, avalia o diretor da Assurn. 

Dos 12 produtos que compõem a cesta básica pesquisada em Natal, tiveram alta nos preços o açúcar, farinha, banana, carne bovina e óleo de soja, enquanto a outra metade mostrou redução. Em janeiro, os natalenses pagaram menos por tomate, feijão carioquinha, leite integral, café em pó, manteiga e arroz, do que no mês anterior.

Brasil

O Dieese registrou alta na cesta básica durante janeiro deste ano em 10 das 17 cidades brasileiras pesquisadas. A mais cara foi apurada em Porto Alegre, enquanto as mais em conta estavam em Aracaju e João Pessoa, custando R$ 169,13 e R$ 171,97, respectivamente.

Foi levantado também que o em janeiro passado, a compra da cesta exigia 39,80% do rendimento do trabalhador que recebe um salário mínimo, enquanto em dezembro de 2009 eram necessários 43,49% do salário. Em janeiro do ano passado, o comprometimento chegava a 53,18% do mínimo líquido.

Mínimo

O Dieese calcula que em janeiro deste ano, mês em que o salário mínimo brasileiro passou a ser de R$ 510,00, o ideal é que ele fosse 3,9 vezes maior. O mínimo necessário, de acordo com o órgão, seria de R$ 1.987,26. Apesar de ainda distante do ideal, essa diferença vem diminuindo nos últimos anos. O órgão lembra que em dezembro de 2009, o salário mínimo era de R$ 465,00, quando o necessário era R$ 1.995,91, o que corresponde a 4,29 vezes o valor que estava em vigor. Em janeiro do ano passado, o salário mínimo necessário era estimado em R$ 2.077,15, correspondendo a 4,62 vezes o mínimo da época, de R$ 415,00.

O salário mínimo necessário foi calculado em janeiro, com base no valor da cesta observado em Porto Alegre, e considerando a determinação constitucional que estabelece um salário capaz de suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
  • 600 caracteres
  • separar os emails por vírgulas
  • 600 caracteres
  • Encontrou algum erro nesta matéria? Envie pra nós.

  • 400 caracteres

comentários

ferreiraseis@...09/2/2010 @ 07h45
É sempre assim. Natal está sempre na frente quando se trata de preços altos. é assim no supermercado, na feira, nos imóveis, nos postos de gasolina...! O culpado disso é o próprio natalense. Principalmente nessa época do ano, quando os turistas estão aqui. Não sabemos separar o turista do morador. Acha-se que todos da cidade tem o mesmo poder aquisitivo de quem vem da Europa gastar aqui. É cobrado do morador o mesmo preço do turista! Turista não paga IPTU, água, energia, taxa de iluminação pública etc..! E mais! A estrutura da cidade não permite que seja chamada de cidade turística! Turística é Angra dos Reis, Arraial do Cabo, Balneário Camboriú. Claro que lá não é o céu. Eles também tem problemas. Porque já morei em Angra dos Reis e sei disso! É só ir em Ponta Negra, Redinha, Praia do Meio. Qual é a estrutura que tem lá? Calçadão quebrado, lixo pra todo lado, quiosques imundos, banheiros aos pedaços, quando tem, esgoto na praia e carros com o som parecendo um trio elétrico.Não dá nem para conversar com alguem. Desculpem, mas é a verdade nua e crua!!
jailsilva4211@...09/2/2010 @ 09h39
...É fácil resolver isto!É só copiar o que tem se feito em JOÃO PESSOA,ARACAJU,etc.
Fabmelo@...09/2/2010 @ 11h21
A Zona Sul "dourada" é a verdadeira culpada pela alta de preços em Natal. Os postos, os aluguéis, os imovéis, são mais caros nesta zona. Nomeadamente o Nordestão é o Supermercado mais caro da capital, O posto mais caro é o 2001 que fica na R. Freire e a maioria das constutoras vende compartimentos (não, não são apartamentos) de 56 metros quadrados, encarecendo os condomínos com aparelhos ridicularmente chamados de child care, lounge pool, espaço gourmet e o escambau. Conheço muita gente cujo café da manhã é um misero pão com café, o almoço é miojo e a janta alface e tomate com hamburger, simplesmente para manter a pose nos resturantes e bares da moda com uma simples garrafinha de água mineral. Sorry classe média, mas a vida é outra coisa!
cristinacalistrato@...09/2/2010 @ 10h53
Acho um absurdo ! Tamanha falta de vergonha, recebemos em nossa cidade todo tipo de estrangeiro. Não podemos frequentar Ponta Negra com nossas famílias e ainda por cima temos que nos submeter aos preços altos, a violência, ao desrespeito...Temo que em pouco tempo nossa cidade que antes era tão pacata e boa de se viver, venha sofrer decadência igual a tantas outras capitais que aceitaram a infestação de gringos, que acabaram com a tranquilidade e o respeito pelos costumes locais.
Publicidade
Publicidade
Tribuna do Norte