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Fim de Semana

Natal, 11 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 13:29

Chega de Saudade

Publicação: 30 de Julho de 2010 às 00:00
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Chega de saudade. A frase define e também dá ritmo ao retorno, neste sábado, do Espaço Cultural Buraco da Catita, o projeto musical que pôs o chorinho e seus derivados na trilha sonora da capital potiguar, via Ribeira. Foi uma pausa de sete meses para, em todos os sentidos, arrumar a casa. Reformas gerais, externas e internas, foram realizadas com o intuito de proporcionar mais conforto e segurança aos frequentadores cada vez mais numerosos do local. Aliado a isso, também vieram novas propostas musicais e administrativas na casa. A abertura será às 20h, com solenidades oficiais e a boa música de sempre. Bandolim, violão e pandeiro a postos.

Marcelo BarrosoAs noites do As noites do "chorinho" deixaram saudades em quem virou frequentador assíduo
A primeira noite da nova temporada dos chorões terá à frente o grupo Catita Choro & Gafieira, a formação com 13 integrantes - incluindo as cantoras Camila Masiso e Juliana Barbosa -, além do Octeto de Saxofones da UFRN. Na ocasião serão apresentados os novos espaços. Na parte externa, a prefeitura refez a Travessa José Alexandre Garcia, entre a Duque de Caxias e a Câmara Cascudo, que recebeu um novo piso e luminárias, ficando com o aspecto de um charmoso boulevard.

Já o prédio que abriga a sede do Buraco da Catita foi ampliado e reformado, tudo com recursos dos próprios componentes do grupo. Foi ampliado o salão, a cozinha cresceu, há um banheiro para cadeirantes, e uma lojinha para souvenirs relacionados ao Buraco (camisetas, CDs, DVDs, etc). "A gente não esperava ficar tanto tempo fechado, devido a demora na conclusão do calçadão. Mas foi bom, porque tivemos mais tempo de nos organizar melhor, fortalecer a equipe, pensar em novos planos", diz o violonista Camilo Lemos, um dos fundadores do projeto.

Entre as novidades do Buraco da Catita 2010, está a programação. Vai começar pela quinta-feira, que será aberta por música erudita, seguida pelo grupo Jazz Brasil; o chorinho tradicionais da sexta, e aos sábados (a partir da semana que vem), samba e feijoada a partir das 16h. O grupo "compacto", Catita Choro & Regional, é formado por Cleber Moreira (pandeiro), Camilo (violão 7 cordas), Marcelo Tinoco (pandeiro), Ronaldo freire (flauta) e Neemias Loes (sax alto).

As novas não ficarão por aí. Em breve, haverá programação para as terças-feiras, com exibições de filmes, e às quartas-feiras, um espaço aberto para exposições, lançamentos de livros, dança, teatro, e demais atividades culturais. O serviço de bar também foi aprimorado. Para breve, será implementado o novo cardápio da casa, elaborado pelo experiente Mainardo - que anos atrás comandou o criativo Baby Attitude, em Petrópolis. Ele criou uma lista de opções que circula entre a culinária nordestina e a cozinha universal, como o carpaccio de carne de sol, saladas, petiscos regionais e coquetéis. Chefs serão convidados para criar novidades para a casa.

Foi oficializada recentemente a Associação Espaço Cultural Buraco da Catita, que além de organizar as atividades de seus músicos, também abrirá espaço para associados. Estes, vão pagar uma taxa e terão alguns privilégios, como descontos e sugestão de projetos. Segundo Camilo, esta é uma das alternativas tomadas para que o chorinho possa se sustentar e oferecer bons serviços para o público. 

"A ótima receptividade que o Buraco da Catita teve nos incentivou a melhorar os serviços. Tínhamos de 400 a 500 pessoas por noite. As coisas foram acontecendo de uma forma natural, para a melhor", conta Camilo Lemos. Em algumas ocasiões, como as quintas-feiras, será cobrada a entrada. O viés levemente comercial é uma forma de o projeto se sustentar pelas próprias pernas. "O nosso objetivo maior sempre foi música e cultura. A popularidade da Catita ficou tão grande, que começou a atrair gente não sintonizada com a nossa proposta. Esta seria uma forma de nos sustentarmos, e também selecionar o público que realmente quer ouvir boa música, sem ser incomodado pelos para-quedistas", acrescenta.

 O tino levemente comercial do  novo Buraco da Catita não significa a perda da essência do projeto. É, na verdade, uma melhora em respeito ao público. Camilo lembra dos primeiros dias na Ribeira quando nem o banheiro tinha porta.

Novos projetos musicais incluem ainda o lançamento do CD da Catita Choro & Gafiera, todo autoral, para agostou ou setembro. As homenagens aos mestres também continuarão.  A partir de quinta-feira, a Catita funcionará de 18 às 0h.


Um grupo de amigos, bandolim, violão e pandeiro

O projeto nasceu de forma informal e despretensiosa:  em 2007, um grupo de amigos músicos passou a se reunir todas as sextas no final da tarde, nas adjacências do Beco da Lama, Cidade Alta, para tocar choros, maxixes, baiões e frevos no meio da rua, tornando esses encontros referência na agenda cultural local e atraindo dezenas de pessoas para o centro histórico da cidade. Criou-se então o grupo musical Catita Choro e Gafieira, cujo nome homenageia o compositor potiguar K-ximbinho, autor do choro "Catita".

"A gente tocava na esquina do Museu Café Filho, todas as sextas, das 16 às 21h. Era o  happy hour dos boêmios", diz Camilo. Quando a festa tomou proporções maiores, o grupo desceu para a Ribeira. "Nosso primeiro dia na cidade baixa atraiu 130 pessoas, sem nenhuma propaganda", conta. Segundo ele, o chorinho deu certo por uma reunião de fatores. "Temos excelentes músicos e repertório impecável; também havia a carência de lugares com música brasileira que não fossem os clichês de barzinho, e também contribuiu o carisma do grupo. A gente sente prazer em tocar, e o público fica leve e descontraído com isso", explica. O clima democrático também é outra iguaria do projeto. "A mistura é um dos maiores baratos da Catita. Temos todas as classes, idades, grupos. Isso, a gente quer manter na paz, tudo misturado", conclui.

Serviço:

Reabertura do Buraco da Catita. Sábado, às 20h, entre as ruas Câmara Cascudo e Duque de Caxias, Ribeira.

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comentários

carloseufrasio305@...01/08/2010 @ 07h16
À medida que cresce a cidade, cresce também, as alternativas que se deve assegurar à sociedade, particularmente, no que diz respeito à momentos de entretenimento, lazer, descontração, serviços de bares, restaurantes, entre outros. Com tal crescimento, e este se dando, em virtude da vinda de turistas de toda a parte do país e do mundo, cresce também, o propósito em assegurar à todos, sem distinção, ambientes que possa assegurar aos presentes, o que de bom, de inovador possa ter. Creio, que possa, o "BURACO DA CATITA, ser, um desses ambientes. Local conhecido, onde, os seus frequentadores, passa, à partir de agora, depois da reforma neste feito, a desfrutar, usufruir de uma condição, que até então, não tinha. O ambiente em sí, hoje, uma das referências na cidade, reúne pessoas de bom nível social, entre estes, artistas, políticos, empresários, intelectuais... Ou seja, um seleto ambiente, que, sem sombras de dúvidas, deve ser prestigiado, respeitado por todos que se identifica, com ambientes como esse. O ambiente em sí, depois da reforma que sofreu, oferece aos frequentadores, além das apresentações musicais, espaços para exposições de artes-plásticas, de fotografias, dança, e até, uma loja de souvenir´s. Como disse, um belo espaço para se frequentar. Agora, cabe, à quem procura um espaço agradável, onde, além das apresentações de bons músicos, boas múicas, possamos também, prestigiar, o que os nossos artistas, tão bem produzem, em se tratando de artes. Isso, sem deixar de citar, as opções tantas que certamente teremos, no que diz respeito ao cardápio em sí, acompanhado ele, da sua bebida predileta. Então, se você se identifica com um ambiente, que possa assegurarà você, e aos seus, momentos de satisfação, prazer, além de muita gente bonita, é, sem sombras de dúvidas, o BURACO DA CATITA, o seu ambiente. Espero em breve, estar usufruindo deste, à exemplo de tantos. CARLOS EUFRÁSIO - Natal/RN, Servidor Técnico da UFRN; Graduado em Gestão Pública, pela UFRN; Artista-Plástico; Poeta; Fotógrafo Documentarista; ex-Dirigente Sindical, Ativista e Militante Político.
andre_trindad1@...30/07/2010 @ 12h11
Este chorinho começou lá no beco da lama, no centro da cidade, era algo popular, em que muitos comerciários saindo do trabalho frequentavam., pessoas de todos os cantos da cidade tb, aumentando o identidade da sociedade com o centro histórico de nossa cuidade.Já estava se tornando uma tradição na cidade e frequentado por pessoas de puro bom gosto musical.Mas Natal tem a tendência de elitizar tudo. Frases como: "...também abrirá espaço para associados. Estes, vão pagar uma taxa e terão alguns privilégios..." Ou seja, Natal não consegue se desvencilhar de sua provinciana hierarquia social.Já dá até para ver onde isto vai dar; Mauricinhos e patricinhas entediados frequentando por falta de outras opções, como puro modismo, afugentando os tradicionais frequentadores, chefs gourmets da provicia elaborando comidas fora do alcance do paladar de muitos, preços altos e as famigeradas cervejas long neck.No fim, acaba a moda, as Pats deixam de frequentar, os tradicionais já tinham se afugentado e mais uma vez a história se repete....A maldição de Cascudo, nesta terra, nada decola por muito tempo...
cesarhenrique2@...30/07/2010 @ 10h57
Parabéns a todos que fazem o Buraco da Catita! Anoite de Natal estava sentido falta desse espaço. Um grande abraço.
andre_trindad1@...19/08/2010 @ 14h02
Resumindo:Mais um modismo que não resistirá a próxima estação. O dom das "cabeças pensantes" de Natal em desconstruir tudo aquilo que poderia virar uma tradição. Em todo lugar do Brasil, choro e samba são assuntos populares, aqui cria-se logo um clubinho, como diz a reportagem: "...também abrirá espaço para associados. Estes, vão pagar uma taxa e terão alguns privilégios..." André Trindade Natal/RN, servidor de lugar nenhum, graduado em nada, ativista de coisa alguma, ex-dirigente de sindicato algum, etc...
Tribuna do Norte