Cobrança oficial

Publicação: 29 de Julho de 2012 às 00:00

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Londres (AE) - A presidente Dilma Rousseff cobrou, em Londres, resultados mais expressivos dos atletas brasileiros na Olimpíada e do próprio Comitê Olímpico Brasileiro (COB) em seu papel neste processo. Em entrevista coletiva, a chefe de Estado deixou claro que o nível de medalhas obtido pelo Brasil em esportes individuais não é satisfatório.

“O Brasil é muito forte em esportes coletivos, como futebol, vôlei e basquete, mas vai ter de fazer um esforço para ampliar os resultados positivos em esportes individuais”, afirmou Dilma, que vai anunciar em agosto um novo pacote de ajuda ao COB para o período entre 2012 e 2016, ano em que o Rio de Janeiro receberá os Jogos Olímpicos.

A percepção do governo, porém, é a de que esse desembolso deve ser traduzido em resultados concretos daqui a quatro anos. O COB vem indicando que o número de medalhas obtidas em Londres deve ser o mesmo dos níveis obtidos em Pequim, em 2008, quando o Brasil acumulou três ouros, quatro pratas e oito bronzes. O governo, entretanto, não concorda que isso seja suficiente. “Precisamos buscar um maior número de medalhas na Olimpíada”, afirmou Dilma.
roberto stuckert filhoNa concentração dos atletas brasileiros, a presidenta Dilma assina a bandeira que consta o nome de todos os membros da delegação nacional envolvida na disputa dos Jogos Olímpicos de Londres - 2012Na concentração dos atletas brasileiros, a presidenta Dilma assina a bandeira que consta o nome de todos os membros da delegação nacional envolvida na disputa dos Jogos Olímpicos de Londres - 2012

Já para 2016, a presidente coloca dois desafios para o Rio de Janeiro e para o COB. O primeiro deles é o de conseguir classificar o maior número possível de atletas para a Olimpíada em quatro anos. O segundo é o de realizar Jogos “absolutamente perfeitos”.

RIO 2016

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (CO-Rio) está tentando equacionar o problema da falta de acomodações em hotéis, segundo o seu presidente, Carlos Arthur Nuzman, que está participando da 124.ª sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI).

O dirigente apresentou um relatório sobre as atividades do CO-Rio e a marroquina Nawal El Moutawakel, executiva responsável pela Comissão de Coordenação do evento, também divulgou informações aos membros do COI e passou recomendações que deverão ser seguidas pelo Comitê Organizador Local para melhorar os trabalhos.

Nuzman disse que a falta de hotéis será resolvida com a construção de vilas próximas do Parque Olímpico e do porto. A prefeitura do Rio vai se responsabilizar por essas obras, segundo ele.

Navios que fazem cruzeiros ficarão aportados e oferecerão o número de vagas que faltam, promete o dirigente. A necessidade de leitos suplementares está sendo calculada. Mas tudo dependerá de outro número, o de leitos disponíveis em hotéis. A prefeitura se comprometeu a entregá-lo em dezembro deste ano.

El Moutawakel sugeriu que haja maior sinergia entre o comitê organizador da Copa de 2014 e o da Olimpíada de 2016. Na coletiva que encerrou o dia, Mark Adams, diretor de comunicações do COI, e Christopher Dubi, diretor de Esportes da entidade, observaram que o fato de o Brasil receber os dois eventos dentro de um espaço de tempo tão curto tem dois aspectos.

“Há um lado positivo, porque o Mundial de futebol pode resultar em vários sistemas que podem ser aproveitados pelos Jogos Olímpicos, como esquemas de segurança e transporte, bem como procedimentos adotados na chegada de delegações ao aeroporto. O outro lado é que os dois eventos consumirão um montante grande de dinheiro. Mas preferimos ver a visão positiva”, observou Adams.

Apenas uma pergunta foi feita na coletiva à equipe brasileira encarregada de divulgar os planos de 2016. Foi formulada por Francesco Ricci Bitti. O italiano quis saber como está o encaminhamento da escolha das instalações para o hóquei sobre grama.

No plano original, seria construída uma arena provisória na Barra da Tijuca. Agora, os planos do CO-Rio se voltam para a construção de uma estrutura fixa em Deodoro, como explicou Agberto Guimarães, diretor de esportes do CO-Rio.

Embora incomode, a indefinição não deve durar muito. As propostas estão na mesa da Federação Internacional de Hóquei, que deverá se decidir por uma ou outra opção. Há problemas mais sérios no Rio, e nem todos os membros do COI estão cientes deles.

Bolt: recuperado e preparado para brilhar

Londres (AE) - Usain Bolt é sempre uma festa - seja na pista de atletismo, seja em uma coletiva de imprensa com quase 500 jornalistas de todo mundo. O

carismático jamaicano, três vezes campeão olímpico em Pequim/2008 (100 metros, 200 metros e 4x100m), demorou quase 40 minutos para entrar em cena, em sua primeira aparição em Londres. Na entrevista, deixou o ex-recordista mundial Asafa Powell completamente à sombra, fez piadas e afirmou: “Quero medalhas de ouro”.

Mas Bolt também teve que dar várias explicações sobre as suas condições físicas. As suspeitas de que algo não ia bem surgiram quando o velocista perdeu os 100 metros e os 200 metros da seletiva jamaicana para o jovem Yohan Blake, campeão mundial da distância mais curta. As dúvidas continuaram depois que a delegação do país foi treinar na cidade de Birmingham, antes de chegar em Londres, e o midiático Bolt não apareceu diante das câmeras.

O velocista contou que sofreu com dores nas costas, mas que está curado. “Estou bem e estou feliz”, afirmou. “E não há nenhum mistério. Eu não apareci treinando porque é uma determinação do meu técnico (Glen Mills). Ele não gosta de câmeras”.

Bolt, ao contrário, adora os holofotes. E não declinou do convite para ser o porta-bandeira da Jamaica na cerimônia de abertura dos Jogos, na sexta. “É mais uma chance de aparecer na TV”, disse o corredor brincalhão, antes de fazer juras de amor ao seu país. “É uma grande honra. Eu faço qualquer coisa para o meu país, que eu amo tanto”.

DESDE PEQUIM

Bolt afirmou que nada mudou na sua carreira desde que se tornou campeão olímpico em três provas. “Na verdade, os meus objetivos ainda são os mesmos: eu quero ganhar. Em Pequim, queria fazer aquilo que era necessário para vencer. Fiz e aqui quero fazer o mesmo”. Mas houve uma pequena diferença nos últimos quatro anos: um adversário em potencial surgiu para retirá-lo do topo. Yohan Blake sucedeu Bolt como campeão mundial dos 100 metros, após o velocista ter sido eliminado da prova com uma largada falsa. Depois vieram as derrotas na seletivas.

Bolt admite que não se sente mais imbatível, embora ainda tenha como desejo se tornar uma “lenda”. Acredita que isso acontecerá se repetir o triplo ouro em Londres e que perder na Olimpíada seria uma “grande decepção”. “Eu ficaria muito desapontado de não ganhar. É para isso que venho trabalhando nos últimos dois anos. Mentalmente, sou uma pessoa muito forte, não me importo para o que os outros dizem. Tenho que lembrar que é o ouro que eu quero”.

O velocista admite, porém, que a Olimpíada de Londres deve ter os 100 metros mais rápidos da história. Seis atletas correram, neste ano, abaixo dos 9s90: Blake, o líder, tem 9s75; Bolt vem em seguida, com 9s76. Depois, estão o norte-americano Justin Gatlin (9s80), o trinitino Keston Bledman (9s86) e Tyson Gay (9s86). “Os caras estão correndo muito bem nesta temporada”. Sobre Blake, diz que nada mudou. Os dois treinam juntos na Jamaica e se consideram amigos. “E assim continuaremos. Somos amigos, passamos o dia inteiro juntos. Treinamos saídas, corridas, bloco. Não adiantaria treinarmos separados porque nos conhecemos desde sempre”.

AGENDA OLÍMPICA

BASQUETE 7h15 - Brasil x Austrália - Masculino
CICLISMO 8h - Estrada - Feminino Final
ESGRIMA 6h30 - Sabre Individual - Renzo Agresta (BRA) x Wagner Benedikt (GER)
FUTEBOL 11h - Brasil x Bielorrússia - Masculino
JUDÔ 5h30 - Até 66 kg - Leandro Cunha (BRA) x Pawel Zagrodnik (POL) 5h30 - Até 52 kg - Erika Miranda (BRA) x Kim Kyung-Ok (KOR)
NATAÇÃO 6h13 - 100 m costas - Fabiola Molina (BRA) 7h13 - 100 m costas - Daniel Orzechowski (BRA) 8h05 - Revezamento 4 x 100 m livre - Masculino Eliminatórias
TIRO 05h - Pistola de ar - Ana Luiza Souza Lima (BRA)
VELA 8h - Finn - Jorge Zarif (BRA)
VÔLEI 18h - Brasil x Tunísia - Masculino Primeira fase
VÔLEI DE PRAIA 7h - Alison/Emanuel (BRA) x Doppler/Horst (AUT) 16h - Talita/Maria Elisa (BRA) x Goller/Ludwig (ALE)

OUTROS DESTAQUES

BASQUETE Masculino 5h - Nigéria x Tunísia 10h30- Estados Unidos x França 12h45 - Espanha x China 16h - Rússia x Reino Unido 18h15 - Argentina x Lituânia
FUTEBOL Masculino 8h - Egito x Nova Zelândia 10h30 - México x Gabão 13h - Japão x Marrocos 13h - Senegal x Uruguai 13h15 - Coreia do Sul x Suíça 15h45 - Espanha x Honduras 15h45 - Reino Unido x Emirados Árabes Unidos
HANDEBOL Masculino 5h30 - Islândia x Argentina 7h15 - Croácia x Coreia do Sul 10h30 - Suécia x Tunísia 12h15 - Espanha x Sérvia 15h30 - França x Reino Unido 17h15 - Hungria x Dinamarca
HÓQUEI NA GRAMA Feminino 4h30 - Nova Zelândia x Austrália 6h45 - Holanda x Bélgica 9h45 - China x Coreia do Sul 12h - Argentina x África do Sul 17h15 - Alemanha x Estados Unidos
POLO AQUÁTICO Masculino 6h - Grécia x Croácia 7h20 - Cazaquistão x Espanha 10h10 - Itália x Austrália 11h30- Hungria x Sérvia 14h20 - Romênia x Reino Unido 15h40 - Montenegro x Estados Unidos
VÔLEI Masculino 5h30 Reino Unido x Bulgária 7h30 - Rússia x Alemanha 10h45 Austrália x Argentina 12h45 Estados Unidos x Sérvia 16h Itália x Polônia


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