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Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 22:58

Comportamento no trânsito

Publicação: 14 de Dezembro de 2011 às 12:41
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Nome: Josè Sebastião Neto

E-mail: a.l.u.i@bol.com.br



Sabemos que hoje o trânsito nas grandes cidades e médias é algo muito complicado. As buzinas soam, as freadas assustam e os gritos apavoram. Sem falar nos palavrões. Os congestionamentos existem para transtornar as pessoas. Não posso estragar meu dia por causa disso. Tenho que ter controle de minhas emoções nesses momentos. Já vi verdadeiras barbaridades por causa da perda de controle das emoções no trânsito.

Pensemos e lembremos que as ameaças mudaram, o cotidiano mudou, nossa forma de agir mudou, mas nosso corpo continua a reagir exatamente como o dos selvagens e o dos animais. A ameaça não é mais um predador, mas o "adversário" do carro ao lado. O veículo, como uma cápsula que envolve e protege o corpo, torna-se uma projeção deste. Da mesma forma que o pavão abre a cauda para exibir-se para as fêmeas e mostrar-se superior aos demais machos, homens desfilam em seus carrões, sentindo-se "poderosos".


Pode parecer estranho para muitas pessoas, mas levo desaforo para casa. Chegando em casa jogo no depósito de lixo para não contaminar minha família. Se levo uma trancada de alguém não vou revidar nem abrir os vidros para dizer palavrões, isso não faz parte da minha vida. Isso não acrescenta nada em minha vida, pelo contrário, diminui.


Descobri que a melhor maneira para se viver num trânsito cheio de motoristas agressivos é não sendo um deles. É ser gentil, afinal gentileza tem poder. Um ser humano de verdade mostra seu valor, resiste as agressões dos outros, as barbeiragens e as contravenções de trânsito sem ceder ao impulso de despejar três centenas de palavrões para fora da janela de seu carro, indiciando, aí, não qualquer tipo de razão ou de força - mas de fraqueza, em se nivelando, através do seu destempero emocional, à falta de educação dos outros. Minha educação não depende de qualquer um, mas de quem me educou.


Faz bem dá espaço para o outro passar ou entrar numa fila de engarramento. As pessoas violentas não sentem isso porque a violência tomou conta de seu ser. Buzinar numa fila com 20 carros na sua frente parado é no mínimo uma insanidade. É irritar-se de graça com o barulho da buzina. É poluir o ambiente.


Que educação e exemplo estou dando a meu filho que vai ao meu lado e fico fumando dentro do carro e dizendo palavrões para motoristas bestiais.


A solução para os problemas que o trânsito oferece vai muito mais além do que a simples construção de vias de acesso, alargamento de vias, construção de pontes, etc. Não existe fórmula concreta para a solução, não será uma atitude isoladamente que será necessário para solucionar tal problemática. Precisamos construir a via da educação, educar não só o motorista, mas o cidadão que anda na rua, isto é o pedestre.
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