Concerto histórico é aula inaugural da Escola de Música da UFRN
Publicação: 11 de Maro de 2010 às 08:33
Um concerto histórico vai ser realizado em Natal no próximo dia 19. A noite vai reunir três grandes músicos: o maestro Alceo Bocchino, o maestro e um dos principais compositores da Rede Globo Aluisio Didier e o violinista Daniel Guedes. O concerto é a aula inaugural da Escola de Música da UFRN e começa às 20h00, no Auditório da Escola. A entrada é franca.
Alceo Bocchino esteve pela última vez em Natal durante a missão artística de Villa-Lobos ao Nordeste. O maestro vai conduzir a Camerata da UFRN, que executa a obra "Fantasia para violino e cordas" de composição de Aluisio Didier.
Para esta peça, a Camerata da UFRN convidou o violonista Daniel Guedes. Desde os 10 anos, ele vem atuando como recitalista, camerista e solista das principais orquestras brasileiras e também nos EUA, Canadá, Inglaterra, Noruega, Itália e América do Sul. Como solista, tocou sob as batutas de maestros como: Pinchas Zukerman, Isaac Karabtchevsky, Irwin Hoffman, Lior Shambadal, Roberto Minczuk, Silvio Barbato, Roberto Tibiriçá, entre outros. Vem também atuando como violista e regente de diversas orquestras de câmara.
Já o regente André Muniz faz a reestréia da Orquestra Sinfônica da UFRN, que está com as atividades paralisadas desde 2003. O grupo formado por 60 instrumentistas vai levar ao público a peça "Suíte Miniatura" de Alceo Bocchino.
Além de ouvir música, o público vai participar da palestra de Aluisio Didier, que vai contar sua grande experiência como diretor e produtor musical de documentários.
História viva
Alceo Ariosto Bocchino é compositor, regente, professor e pianista. O músido fez recitais e turnês em várias cidades brasileiras, algumas delas acompanhando o tenor Tito Schipa. Foi diretor musical das Rádios Mayrink Veiga e Mundial, do Rio de Janeiro, e regente e orquestrador nas Rádios Nacional (Rio de Janeiro) e Difusora, Tupi e Record (de São Paulo). Lecionou na Academia Lorenzo Fernândez.
Foi também regente assistente da Orquestra Sinfônica Brasileira, tendo dirigido, ainda, a Orquestra de Câmara da Rádio MEC e a do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi o regente, em 1960, do primeiro concerto sinfônico póstumo da obra de Villa-Lobos, bem como de um festival no qual se deu a primeira audição do Concerto n. 5, daquele autor.
Coube-lhe a regência do bailado "Descobrimento do Brasil", de Villa-Lobos, no Teatro Municipal. Foi sucessor de João Itiberê da Cunha - seu conterrâneo - na Cadeira n. 37 da Academia Brasileira de Música.
* Fonte: EMUFRN.